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Para motoristas que circulam em Nova Iorque, a empresa agiu ilegalmente ao incluir taxas adicionais e aumentar os descontos sobre o valor das corridas

Segundo motoristas, a Uber também recorreu a propaganda enganosa ao prometer retorno de US$ 5 mil para cadastrados
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Segundo motoristas, a Uber também recorreu a propaganda enganosa ao prometer retorno de US$ 5 mil para cadastrados

A Uber chegou a acordo de US$ 3 milhões (cerca de R$ 9,7 milhões) para finalizar uma ação coletiva movida por 2.421 motoristas de Nova Iorque que questionaram a cobrança excessiva de tarifas pelas corridas realizadas por meio do aplicativo. Segundo informações da agência de notícias Reuters , os motoristas afirmam que a empresa usou números contestáveis para aumentar o preço da corrida e, consequentemente, elevar o desconto sobre a tarifa.

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Para os motoristas, a Uber agiu ilegalmente ao incluir no valor das corridas impostos e uma taxa chamada de "Black Car Fund", usada para a compensação dos trabalhadores. A acusação afirma, ainda, que a empresa realizou propaganda enganosa ao prometer uma suposta compensação sem especificar as condições. Um dos anúncios, por exemplo, afirma que os motoristas podem "dirigir e ganhar US$ 5 mil [R$ 16,1 mil] garantidos" no primeiro mês.

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Ainda segundo a Reuters, a companhia negou as acusações e não admitiu eventuais erros no acordo. O texto da negociação informa, ainda, que a empresa pretende evitar custos ainda maiores e a inconveniência do litígio. Protocolado na segunda-feira (8) na corte federal do Brooklyn, em Nova Iorque, o acordo preliminar exige a aprovação do juiz distrital dos EUA, Nicholas Garaufis.

Caso seja aprovado, a decisão atenderá aos pedidos de motoristas que usaram o aplicativo para agendar corridas em Nova Iorque desde dezembro de 2009. O acordo é realizado pouco tempo depois do pagamento de mais de US$ 80 milhões para cerca de 96 mil motoristas da cidade. A compensação foi realizada após a empresa ter admitirdo que pagou menos pelas corridas durante dois anos e meio.

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No Brasil, a Uber também precisa lidar com mudanças nas regras de atuação da empresa em cada cidade. Em São Paulo, por exemplo,  passaram a ser exigidos novos documentos, cursos de capacitação e a contratação de seguro contra acidentes por parte dos motoristas. A norma também prevê um identificação dos veículos de forma visível para os passageiros e uma idade limite para os carros inscritos em aplicativos de transporte.

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