Primeiro lounge será inaugurado no aeroporto de Copenhague, na Dinamarca
Divulgação/Revolut
Primeiro lounge será inaugurado no aeroporto de Copenhague, na Dinamarca

As salas VIP  de aeroportos se tornaram um dos benefícios mais desjados por viajantes, mas também passaram a enfrentar um problema que ameaça justamente sua promessa de exclusividade: a lotação. Reclamações sobre filas, dificuldade de acesso e qualidade de serviços abaixo da expectativa se multiplicaram à medida que o benefício se popularizou mundialmente. É nesse ambiente que a Revolut,  uma das maiores fintechs do mundo, com mais de 75 milhões de clientes, decidiu apostar em uma rede própria de lounges.

O primeiro Revolut Lounge será aberto em 2027 no aeroporto de Copenhague, na Dinamarca, em parceria com o Plaza Premium Group, especializado na operação de salas VIP. A companhia ainda não informou quais clientes terão acesso aos espaços nem quais aeroportos serão os próximos a receber a marca. 

Em publicação no LinkedIn, Hadi Nasrallah, executivo responsável por produto e novas apostas da Revolut, afirmou que as salas serão “únicas, ousadas e superlegais”. Segundo ele, a empresa pretende ouvir os usuários sobre quais recursos gostariam de encontrar nos espaços e considerar essas sugestões no desenvolvimento do projeto. A Revolut também está contratando um designer de interiores para liderar a criação dos lounges.

A iniciativa representa um passo além na estratégia de viagens da Revolut. Hoje, a empresa já oferece acesso a salas VIP por meio de parceiros, mas ainda não controla o espaço em que essa experiência acontece. No Brasil, clientes do plano Ultra têm acesso ilimitado a mais de 1.600 salas VIP ao redor do mundo por meio do programa LoungeKey. 

Revolut no Brasil

A Revolut expandiu significativamente sua atuação no mercado brasileiro neste ano. Depois de chegar ao país, em 2024, associada principalmente a viagens internacionais e câmbio, a fintech passou a disputar também o uso financeiro cotidiano, com novos planos, cartão de crédito, Pix, pagamento de boletos e outros serviços típicos de bancos tradicionais. O movimento faz parte da estratégia de transformar o aplicativo em uma conta principal para o consumidor brasileiro.

A expansão veio acompanhada de uma oferta voltada a diferentes perfis. O plano gratuito Standard é voltado a quem busca uma conta global e câmbio para viagens eventuais, enquanto categorias pagas ampliam os benefícios. No topo está o Ultra, lançado em março, com acesso ilimitado a salas VIP, programa de pontos, seguros e outros serviços premium, voltado ao cliente de alta renda. 

Um dos diferenciais da estratégia é combinar serviços locais e internacionais. O cliente pode movimentar a conta em reais, usar Pix e cartão no Brasil e, ao mesmo tempo, manter uma conta global para converter e gastar em outras moedas. A Revolut também passou a oferecer investimentos no mercado americano dentro do aplicativo.

O câmbio continua sendo uma das principais armas da fintech, com spread e IOF zerados, dependendo do limite de cada plano, para a conversão de reais em moedas estrangeiras e até para investimentos no exterior.

O programa de fidelidade RevPoints pontua no crédito e no débito (inclusive internacional) e possui uma das melhores paridades de transferência do mercado para companhias aéreas internacionais.

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