
Apesar de já estarmos passando da metade do ano, os números apontam que ainda há dinheiro disponível do governo para financiamento de projetos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas.
O Fundo Clima, instrumento gerido pelo BNDES, que garante recursos para o financiamento de programas e empreendimentos voltados a uma economia de baixo carbono, chegou ao final de julho contratando apenas 16% do total disponível para o ano, um valor total previsto de R$ 42,5 bilhões. Isso significa que ainda restam disponíveis R$ 22,4 bilhões para 2026.
É o que informa o Boletim Fundo Clima, do Instituto Talanoa, uma publicação periódica de monitoramento e análise sobre a execução financeira, as entregas e os gargalos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC) no Brasil.
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De acordo com o boletim, no próximo dia 20 de agosto, termina o prazo de propostas para o quinto leilão Eco Invest, um mecanismo de atração de investimento privado e externo que também integra o Fundo Clima.
Esse quinto leilão é destinado a atrair investimentos para a produção de fertilizantes verdes, bioinsumos, combustíveis verdes avançados, sistemas de baterias e beneficiamento de minerais críticos e reciclagem de resíduos minerais e industriais. O documento informa que o Eco Invest, no entanto, segue sem estimativa da sua contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
A distribuição dos fundos
O documento informa que o financiamento à transição energética, que lidera historicamente os empréstimos do Fundo Clima, manteve a maior parcela dos recursos em junho, com R$ 364,6 milhões destinados a produção de etanol de milho, no Mato Grosso, e biodiesel, no Paraná.
No mês, os contratos de operações não automáticas, aquelas que envolvem maiores volumes de dinheiro, somaram R$ 725,6 milhões. As operações automáticas somaram outros R$ 13 milhões em junho.
Já nos financiamentos a estados e municípios, que envolvem um grau maior de transparência, em todas as etapas do processo, o BNDES registrou o pedido de um empréstimo de R$ 500 milhões do município do Rio de Janeiro para a eletrificação da frota de ônibus da cidade. Segundo a publicação, trata-se do pedido de financiamento mais alto do Fundo Clima a um ente da federação.
De acordo com o BNDES, podem solicitar o Fundo Clima empresas com sede no país, fundações, associações, cooperativas, órgãos públicos (exceto a União), empresários individuais e pessoas físicas para setores específicos.