
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o Governo do Estado do Rio de Janeiro anunciaram no início deste mês que destinarão mais de R$ 76 milhões em recursos para recuperar quase 900 hectares de áreas degradadas da Mata Atlântica.
O anúncio foi feito na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), onde foram divulgados os resultados de dois editais do programa Florestas do Rio e Florestas do Rio II, em que foram selecionados 13 projetos.
As iniciativas preveem ampliação da cobertura vegetal nativa, conexão de fragmentos de Mata Atlântica, redução de processos erosivos, melhoria da infiltração de água no solo e aumento da resiliência de bacias hidrográficas.
Os investimentos serão aplicados por meio de um mecanismo de matchfunding, no qual o aporte do Estado permitirá ao BNDES captar valores equivalentes junto a outras instituições parceiras.
Além da recuperação de áreas degradadas, a iniciativa contempla, pela primeira vez, projetos voltados à conservação da biodiversidade, formação de profissionais e desenvolvimento de ações para geração de créditos de carbono e de biodiversidade.
Regiões incluídas
A expectativa é que os projetos sejam estruturados ao longo dos próximos três anos e beneficiem diferentes regiões do estado. Neste aporte, as regiões beneficiadas incluem as bacias hidrográficas do Guandu, Baía de Guanabara, Lagos São João e Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana.
Segundo o governo do Rio de Janeiro, a formalização da parceria deve viabilizar novos editais para seleção de projetos e ampliar os investimentos em restauração ecológica.
A medida integra a meta de reflorestar 440 mil hectares de Mata Atlântica até 2050, elevando a cobertura vegetal do estado de 30% para 40%. A previsão é que os investimentos na área ultrapassem R$ 500 milhões nos próximos anos.
O Rio de Janeiro é um dos estados brasileiros com a maior cobertura percentual relativa de Mata Atlântica (atrás apenas do Piauí e de Santa Catarina), dispondo de cerca de 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa remanescente, o que corresponde a 29,9% do território do estado.