Nova usina da USP transforma restos e resíduos orgânicos
Unsplash
Nova usina da USP transforma restos e resíduos orgânicos

A USP (Universidade de São Paulo) deu início às operações da primeira usina no país que utiliza resíduos orgânicos como matéria-prima para a produção de eletricidade, combustível para veículos e fertilizantes.

O projeto, desenvolvido pelo IEE (Instituto de Energia e Eletrotécnica), tem como princípio a aplicação do conceito de economia circular:  os resíduos orgânicos produzidos no campus da universidade deixam de ir para os aterros sanitários e agora são encaminhados à usina, que faz o processamento e transformação. 

A usina tem capacidade para processamento de 25 toneladas de resíduos orgânicos por dia. Cada tonelada de resíduos produz cerca de 800 litros de digestato que contém, aproximadamente, 12 kg de fertilizantes recuperados, e 120 metros cúbicos de biogás, que permite a geração de 160-200 kWh de eletricidade.

Leia também:  BNDES e Governo do Rio vão investir para recuperar Mata Atlântica

A ideia é que o modelo tecnológico desenvolvido pela USP seja adotado por prefeituras, regiões metropolitanas, indústrias alimentícias, além de centrais de abastecimento e restaurantes.

A planta foi planejada para operar majoritariamente com resíduos alimentares, mas também pode ser abastecida com resíduos orgânicos da agroindústria e resíduos alimentares externos. 

Possibilidade de escala

De acordo com o Jornal da USP, os pesquisadores estimam que 300 usinas como essa do IEE seriam capazes de tratar todo o volume de resíduos orgânicos domésticos gerados na cidade de São Paulo; 600 seriam o suficiente para atender todo o Estado e 3 mil, todo o país.

Na cerimônia de inauguração, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que "esse projeto torna visível para a sociedade as possiblidades da ciência brasileira, da tecnologia produzida aqui para solucionar desafios relevantes que todos nós enfrentamos".

E finalizou: "Estamos todos unidos para avançar em algo de enorme relevância, que pode contribuir para a gestão ambiental dos municípios brasileiros, reduzindo a emissão de gases metano, melhorando nossos aterros sanitários, gerando recursos".

    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes