Não se trata mais de boa vontade. Agora o mercado quer saber na prática: o que a sua empresa está fazendo para resistir e se adaptar aos riscos climáticos? Quem não tiver uma resposta na ponta da língua, pode ter certeza que ficará para trás.
Este é um dos resultados do estudo “Do risco à resiliência: gerindo riscos climáticos”, produzido pela EY, e que acaba de ser divulgado.
“A resiliência ao clima deixou de ser opcional e passou a ser obrigatória para proteger a criação de valor da organização a longo prazo e manter sua competitividade no mercado”, diz Ricardo Assumpção, líder de sustentabilidade e CSO da EY para a América Latina.
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A resiliência climática é a capacidade de uma empresa se antecipar, absorver e se adaptar a choques relacionados ao clima enquanto continua a operar. Isso significa que, entre os principais objetivos, está evitar a interrupção das suas operações. No entanto, segundo o estudo da EY, as organizações não estão conseguindo alcançar esse nível de resiliência nos seus negócios .
“Para que sejam bem-sucedidas, elas precisam colocar os riscos climáticos ao lado de outros tipos de riscos. Diferentemente de outros riscos corporativos, os climáticos se aplicam a horizontes temporais mais longos com base em cenários complexos, sendo caracterizados por maior incerteza e pela possibilidade de escalar rapidamente”, observa Assumpção.
Como analisar os riscos climáticos?
Diferentemente dos riscos convencionais, os climáticos, ainda segundo o estudo da EY, devem ser analisados de acordo com três critérios: perigo, vulnerabilidade e exposição. O perigo refere-se ao evento climático a que está sujeita a organização, como seca e inundação (agudo e de curto prazo) ou aumento do nível do mar (crônico e de longo prazo).
A vulnerabilidade é a propensão de seres humanos e ativos sofrerem efeitos adversos quando impactados por esses eventos. Por fim, a exposição diz respeito à presença de pessoas, ativos, infraestrutura ou ecossistemas em locais que poderiam ser afetados adversamente por perigos relacionados ao clima.
“Com base nesse trabalho de identificação dos riscos, passamos para a ação, selecionando, priorizando e implementando estratégias de mitigação que transformem a gestão de riscos em resiliência”, explica Assumpção.