Olá, gravateiras e gravateiros! Tudo bem? Mais ou menos para quem investe em Bolsa de Valores, né? Após a intervenção do presidente Jair Bolsonaro no comando da Petrobras, na sexta-feira passada (19), os investidores reagiram negativamente no pregão desta segunda-feira (22). Pela manhã e no início da tarde, os papéis da empresa despencavam mais de 20% e o impacto também era sentido em outras companhias estatais, como o Banco do Brasil e a Eletrobras.

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Vale salientar que diversas ações de empresas privadas também operavam com fortes perdas, afetando o Índice Bovespa (o Ibovespa contempla 81 ativos). Na prática, significa que há um forte dano à imagem do Brasil e não apenas à da Petrobras , após a crítica de Bolsonaro à política de preços dos combustíveis da estatal.

A percepção dos estrangeiros é de que não há segurança jurídica no País. Historicamente, o Brasil é um país onde as regras do jogo mudam ao sabor dos ventos políticos ou do humor dos seus presidentes. O exemplo mais recente tinha sido o da desastrosa intervenção promovida no setor elétrico durante o governo Dilma Rousseff. 

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Foi um erro tentar reduzir “na marra” as tarifas de energia assim como é um erro tentar alterar “na marra” a política de preços dos combustíveis. Isso não significa que os temas não possam ser debatidos e que mudanças não possam ser feitas. Mas há formas e formas de se conduzir esses processos...

Conforme o título deste artigo anuncia, o tombo da Petrobras tem muito a ensinar aos pequenos investidores. Não exagerar no montante destinado à Bolsa de Valores é uma das lições. Eu, particularmente, recomento uma fatia de, no máximo, 30% dos seus recursos em ações.

Outro aprendizado é diversificar os papéis que receberão parte do seu patrimônio. Há pequenos investidores que colocam tudo em Vale e Petrobras, as duas estrelas da Bolsa de Valores. Mas há muitas empresas interessantes listadas. Outra lição é tomar muito cuidado com as estatais que têm capital aberto (na verdade, são empresas de capital misto que têm o governo como acionista majoritário). Esses papéis são, obviamente, mais suscetíveis a decisões populistas dos governantes.

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Por fim, mas não menos importante, invista sem paixões políticas. Quando o assunto é dinheiro, pouco importa se você apoia ou não o presidente da República. É preciso selecionar os ativos com cautela e coerência, sem deixar de avaliar os riscos das empresas e do próprio País. Neste momento, muitos investidores estão desesperados diante das perdas com a Petrobras e diversos papéis. Para outros, foi aberta uma oportunidade para ir às compras. Em qual grupo você está? 

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