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Incorpore o hábito de poupar. Fazer um provisionamento para os últimos meses do ano pode fazer a diferença para 2020 e na na sua rotina

Muito cedo para pensar em fazer suas economias para o fim de ano, certo? Errado. A hora é agora. Você calcula todos os custos, em especial aqueles dos primeiros meses, como IPVA, IPTU, material escolar e esquece que, no decorrer do ano, precisa fazer um caixa para os últimos meses –e mais custosos, falemos a verdade. 

Mas existe um passo-a-passo para isso, para ter um caixa ? Sim. Para começar, basta adotar hábitos financeiros saudáveis e evitar as armadilhas que impedem a realização dos seus objetivos financeiros. 

Minha primeira dica, portanto, é: Tire da frente dívidas do passado. Para ter uma ideia (e positiva), uma pesquisa mostrou que o número de famílias endividadas na capital paulista, por exemplo, caiu em dois anos. Os balcões do SPC-Serasa tiveram movimento maior nos últimos tempos com gente preocupada em limpar o nome. 

Portanto, renegocie e pague suas dívidas. Organize suas contas o quanto antes para guardar dinheiro e se ver livre dos juros que causam um estrago no seu orçamento. 

Antes de receber o salário ou pro-labore, sente e faça as suas contas do mês.
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Antes de receber o salário ou pro-labore, sente e faça as suas contas do mês.

Fuja de dividas e empréstimos desnecessários. Eu sempre digo que o salário, ou a receita, deve ser considerada de forma anual e não mensal. Assim como os custos. Acontece que diversos custos que ocorrem ao longo do ano, acabam por passar despercebidos e impactam diretamente aquele orçamento planejado. Por isso, é muito comum as pessoas que no início do ano possuem uma sobra financeira, acabam por se enrolar até o final do ano. 

Neste cenário, corre-se o risco de entrar um novo vilão. O empréstimo bancário. Com esta armadilha disfarçada de ferramenta, você alivia a tensão do momento, mas já adquire um compromisso, acrescido de juros, em favor dos bancos ou de outra pessoa.

E vale acrescentar ainda a esse raciocínio dados técnicos e reais: um estudo do Fecomercio de São Paulo mostrou que dividas com tempo superior a 1 ano são um problema para 34% dos ouvidos. O número cai para 18% em dividas entre 6 meses a 1 ano. E fica em 44% para aquelas em até seis meses. A pesquisa mostrou ainda que o cartão de crédito ainda é o grande vilão dos endividados, seguido pelos carnês, financiamento de carro e credito pessoal. 

Antes de receber o salário ou pro-labore, sente e faça as suas contas do mês. Separe o dinheiro a ser investido antes de recebe-lo. E mais: registre todas as despesas. Absolutamente todas. Faça no papel, em planilhas online, mas faça. Acredite, essa postura faz a diferença.

Não esqueça: se é para ocupar tempo fazendo um planejamento, que seja perfeito. Rumo traçado, cabeça tranquila e dinheiro na conta.

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