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Novo cotidiano: venda de comida e serviços de diarista foram citados por 11% dos entrevistados que têm buscado alternativas ao desemprego formal

Brasil Econômico

Consequências do desemprego: levantamento também apontou que 41% dos entrevistados estão com as contas atrasadas
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Consequências do desemprego: levantamento também apontou que 41% dos entrevistados estão com as contas atrasadas

De acordo com o IBGE, havia pelo menos 13,1 milhões de pessoas em situação de desemprego no País no trimestre encerrado em fevereiro de 2018. Diante de um índice tão intenso, o que tem restado ao brasileiro é sobreviver de 'bicos' e trabalhos temporários , como apontou uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

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Entre os trabalhos informais mais comuns estão os serviços gerais, composto por pedreiros, pintores e eletricistas, citado por 21% das 600 pessoas entrevistadas. Enquanto que a produção de comida para vender e serviços de diarista e lavagem de roupas foram citados por 11% dos entrevistados que têm buscado alternativas ao desemprego formal.

A pesquisa também apurou que, em média, a dedicação a esses 'bicos' e trabalhos informais é de três dias por semana.

Poder de consumo

Após a saída do emprego, 52% dos entrevistados abandonou algum projeto ou desistiu da aquisição de um sonho de consumo por causa da demissão. Além disso, 28% dos desempregados deixou de fazer reserva financeira, enquanto que 25% e 17% desistiram de reformar a casa e comprar um automóvel novo, respectivamente.

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Investimentos como abrir o próprio negócio (16%) e realizar uma faculdade ou pós-graduação (14%) também foram deixados para trás pelos entrevistados.

O levantamento também apontou que 41% dos desempregados estão com contas em atraso, sendo que 27% deles já está com o nome negativado em serviços de proteção ao crédito. Vale destacar que o tempo de atraso e valor médio das dívidas é de sete meses e R$ 1.967.

Adaptação

Compra de roupas, calçados e acessórios foi o hábito que sofreu corte em 65% dos desempregados que disseram ter mudado o padrão de vida com a saída do emprego.  Já as saídas para bares e baladas foram cortadas por 56% dos entrevistados. Mesmo índice de pessoas que cortaram os pedidos de comida por delivery e o consumo de comida fora de casa.

Outro meio utilizado para ‘fechar as contas’ no final do mês e driblar a crise do desemprego foi o empréstimo de dinheiro para amigos e familiares que foram solicitados por 46% dos entrevistados. Como retenção de gastos, 63% optaram por marcas mais baratas na hora das compras.

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*Com informações da Agência Brasil

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