Gado Holandês é a base da pecuária nacional, mas raças com menor volume e maior quantidade de sólidos no leite vêm conquistando mercado.
C&O Agro
Gado Holandês é a base da pecuária nacional, mas raças com menor volume e maior quantidade de sólidos no leite vêm conquistando mercado.

Líder mundial na produção de leite , a raça Holandesa também é destaque em terras brasileiras. Com longos períodos de lactação , as vacas podem produzir até 50 litros de leite/dia em 4 ordenhas. Além do grande volume de produção, é preciso destacar o constante melhoramento no volume de gordura e proteína do seu leite.

Parte deste sucesso se deve à diversidade de material genético disponível no mercado, com centenas de opções de reprodutores provados, de diferentes linhagens e famílias. Por esse e outros motivos, a raça é base da pecuária leiteira nacional.

Mas se engana quem pensa que o gado Holandês reina sozinho nos pastos brasileiros.

 As vacas da raça Jersey têm apresentado um crescimento constante na participação de mercado, e cada vez mais consolidado sua fama de “melhor leite do mundo”.

Considerada por muitos do setor leiteiro como uma raça “mantegueira”, o Jersey tem sido a opção de muitos pecuaristas para a produção de queijos, principalmente por sua característica genética e produção de leite com elevados de teores de sólidos, sobretudo nos quesitos gordura, proteínas e minerais.

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“O leite de Jersey tem 25% mais cálcio e cerca de 50% a mais de gordura que as demais raças leiteiras. Essa é uma vantagem comparativa e competitiva, uma vez que a indústria de laticínios privilegia sólidos de leite, que aumentam sensivelmente a produção dos derivados”, explica Willian Labaki, sócio-diretor da Goldy Alimentos Premium, uma empresa com sede em São Paulo/SP que atua no mercado de lácteo desde 2001

Ele destaca ainda outras qualidades da raça, como maturidade precoce, longevidade (segundo ele a raça pode chegar até os 16 anos em pleno ciclo produtivo) e taxa de conversão alimentar que a coloca em vantagem na comparação com outras raças.

“O leite Jersey vem ganhando mercado de forma rápida e exponencial em várias parte do mundo, justamente pela sua característica. É uma vaca que com produtividade média de seis mil quilos de leite numa lactação de 300 dias, ou seja, por volta de 20 litros de leite/dia”, completa.

Na luta pelo posto de “melhor leite do mundo”, quem também vem conquistando espaço é o Simental , uma raça de origem suíça que ocupa posição de destaque na produção leiteira mundial.

De acordo com o biólogo Luiz Geraldo Barreto de Almeida, que presta consultoria para fazendas leiteiras na área de acasalamentos e manejo de qualidade de leite, o produto das vacas Simental leva vantagem sobre outras raças leiteiras, podendo chegar a 14% de sólidos totais (aqueles com maior quantidade de lactose, maltose e dextrose, que são a base da queijaria), contra 11% do Jersey e 10,3% do Holandês.

Segundo Almeida, é essa boa quantidade de sólidos que confere ao leite de Simental característica únicas para a produção de queijos. “Conheço um único laticínio que trabalha exclusivamente com queijo Simental. Depoimentos vindos desse laticínio dão conta de que para se fazer 1 quilo de queijo frescal, gasta-se cerca de 6 a 7 quilos de leite de Simental. Para se fazer o mesmo queijo, só que com leite de Holandês, você irá gastar até 10 quilos de leite. Ou seja, trabalhando com o leite de Simental o produtor tem até 30% a mais de rendimento na fabricação do queijo”, esclarece. 

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