
O aluguel de escritórios de alto padrão localizados em São Paulo chegou a R$ 144,49 por metro quadrado no terceiro trimestre do ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela Binswanger Brazil. O valor teve uma alta de 18,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o preço médio era de R$ 122,28.
Além dos aluguéis mais caros, a procura por espaços corporativos cresceu também. Conforme a Newmark, a absorção líquida atingiu 118 mil metros quadrados pelo período, o melhor resultado trimestral já registrado pela consultoria.
Essa valorização chama também a atenção na comparação com esses últimos dois anos. No terceiro trimestre de 2024, o aluguel médio era de R$ 117 por metro quadrado. Desde então, o valor obteve uma alta de 23,5%, reforçando o aquecimento do mercado de escritórios na capital paulista.
Pinheiros ganha destaque na procura por espaços
Dentre as regiões da capital, Pinheiros foi o principal destaque na ocupação de escritórios. De acordo com a Newmark, o bairro registrou 49 mil metros quadrados ocupados, o equivalente a 41% do volume absorvido na cidade.
Outras áreas também tiveram movimentação importante, como: Berrini, Chácara Santo Antônio, Barra Funda e Marginal Pinheiros.
Além dos polos empresariais já conhecidos : Faria Lima, Itaim Bibi e Juscelino Kubitschek, regiões como Chucri Zaidan e Pinheiros vêm ganhando espaço no mercado corporativo.
De acordo com a Binswanger Brazil, esse movimento está relacionado principalmente na volta dos funcionários aos escritórios e ao crescimento das empresas, que passam a precisar de mais espaço para suas equipes.
Novos edifícios ampliam a oferta em São Paulo

Edifício - São Paulo
A cidade também recebeu novos empreendimentos comerciais no terceiro trimestre. Alto das Nações, Cyrela Oscar Freire e Franca chegaram ao mercado e, juntos, adicionaram 143 mil metros quadrados ao estoque de escritórios de padrão alto.
O volume foi o mais que dobrou dos 66 mil metros quadrados registrados no segundo trimestre. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando foram adicionados 16 mil metros quadrados, o crescimento foi ainda maior.
Mesmo com a chegada dos novos edifícios, a procura continuou aquecida. Segundo a Binswanger Brazil, a absorção líquida foi de 88 mil metros quadrados no trimestre, um aumento de 4,8%.
Esse indicador considera a diferença entre os espaços ocupados pelas empresas e aqueles que foram devolvidos ao mercado.
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Apesar da maior procura, ainda existem escritórios disponíveis para locação. No terceiro trimestre de 2026, a taxa de vacância (Ela é o indicador que mede a proporção de imóveis, salas ou áreas que estão desocupadas ou sem gerar receita em um determinado mercado, cidade ou Fundo Imobiliário (FII)), ficou em 14,8%, segundo a Newmark.
O resultado representa uma queda de 2,5 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2025, mostrando que mais espaços foram ocupados ao longo do ano.
Na comparação com o trimestre anterior, teve uma alta de 0,5 ponto percentual. Isso pode ser explicado pela entrada de novos empreendimentos, que aumentou a oferta de imóveis disponíveis.
Preços ainda podem subir
Mesmo com a alta registrada nos últimos anos, os aluguéis ainda podem ficar mais caros. Os valores atuais não recuperaram todas as perdas acumuladas pelo setor ao longo desta última década.
Com a procura por escritórios em alta e novas regiões ganhando destaque, o mercado corporativo de São Paulo segue em movimento. O próximo desafio será equilibrar a chegada de novos empreendimentos com a demanda das empresas por espaços de trabalho.