Black Friday: dicas para se planejar e escolher as melhores formas de pagamento
Agência Brasil
Black Friday: dicas para se planejar e escolher as melhores formas de pagamento

Um dos períodos mais aguardados por lojistas e consumidores está chegando. Neste ano, a Black Friday acontece em 27 de novembro e deve movimentar novamente o comércio no Brasil e no mundo.

Leia mais:  Qual a data da Black Friday 2026?

Com origem da data nos Estados Unidos, ela foi se espalhando por diversos países e ganhou força também por aqui.

Em 2025, o comércio online brasileiro movimentou R$ 7,93 bilhões durante o período, segundo dados da Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce). Só na sexta-feira da Black Friday foram R$ 4,76 bilhões, alta de 11,2% em relação ao ano anterior (2024).

Mas você sabe de onde veio o nome Black Friday? E sabia que ele nem sempre teve relação com compras? Confira algumas curiosidades.

Antes das compras, Black Friday estava ligada a uma crise na Bolsa

Hoje, o termo é quase sinônimo de promoções. Mas a sua origem é bem diferente do que é atualmente.

A primeira vez que "Black Friday" foi registrada foi em 24 de setembro de 1869, quando os especuladores Jay Gould e James Fisk tentaram controlar o mercado de ouro na Bolsa de Nova York.

O Governo precisou intervir e aumentou a oferta do metal no mercado. Com isso, os preços caíram e muitos investidores perderam grandes fortunas.

Sendo assim, a primeira "Black Friday" da história não teve nada de liquidação.

Black Friday promete impulsionar setor logístico
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O Papai Noel ajudou a preparar o caminho para a data

Pode parecer até estranho, mas os desfiles de Papai Noel também fazem parte da história da Black Friday.

Em 1905, a loja de departamentos canadense Eaton's realizou o primeiro desfile do Papai Noel. A chegada do personagem ao final do evento simbolizou o início da temporada de festas das compras de Natal.

A tradição chamou atenção das lojas americanas, como a Macy's, que passaram a organizar seus próprios desfiles. A ideia era começar um movimento no comércio antes do Natal.

O calendário também entrou na história

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Reprodução

Mesa decorada com abóboras, um dos símbolos da época.

Hoje, é mais fácil saber quando será a data, mas isso nem sempre foi assim. Durante anos, o Dia de Ação de Graças era celebrado na última quinta-feira de novembro nos Estados Unidos. Em 1939, porém, a data caiu no último dia do mês, deixando menos tempo para as compras de Natal.

Os lojistas ficaram preocupados e pediram ao então presidente Franklin Roosevelt que antecipasse a comemoração para uma semana antes.

A mudança durou alguns anos e chegou a render um apelido curioso: "Franksgiving", uma mistura de Franklin com Thanksgiving, nome do feriado em inglês.

Em 1941, o Congresso resolveu a questão e definiu que o Dia de Ação de Graças seria celebrado na quarta quinta-feira de novembro.

Até os trabalhadores ganharam uma "síndrome"

A sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças também virou assunto no ambiente de trabalho. Em 1951, uma publicação chamada Factory Management and Maintenance usou a expressão "síndrome da sexta-feira após o Dia de Ação de Graças" para falar sobre o grande número de trabalhadores que faltavam naquele dia.

A publicação brincava com a situação e comparava os efeitos da "doença" aos de uma epidemia.

Pelo visto, o problema de querer faltar depois do feriado é mais antigo do que parece.

Black Friday ou Big Friday?

O nome também não agradava aos comerciantes. Na Filadélfia, policiais começaram a usar "Black Friday" para falar sobre o trânsito intenso e a confusão provocada pelo grande número de consumidores nas ruas.

Os lojistas não gostaram da associação da data com trânsito e poluição e tentaram mudar o nome para "Big Friday", que significa "Grande Sexta-feira".

De onde veio a história de "ficar no azul"?

Essa expressão passou a ser relacionada ao momento em que os comerciantes deixavam de registrar prejuízo e começavam a ter lucro. Nos Estados Unidos, o "azul" é associado às contas positivas.

A história é popular, mas não existem provas de que essa tenha sido realmente a origem do termo.

Ainda assim, a explicação acabou se tornando uma das mais conhecidas quando o assunto é Black Friday.

A pesquisa ainda apontou que os consumidores pretendem gastar cerca de R$ 808,60, em média
Fernando Frazão/Agência Brasil
A pesquisa ainda apontou que os consumidores pretendem gastar cerca de R$ 808,60, em média



O nome demorou para conquistar os Estados Unidos

Apesar de hoje ser conhecido em praticamente todo o país, o termo Black Friday levou décadas para se espalhar. Durante muito tempo, ele ficou mais associado à Filadélfia e a algumas regiões próximas.

Foi somente entre as décadas de 1980 e 1990 que a expressão começou a ganhar força em outras partes dos Estados Unidos. A partir de então, passou a ser cada vez mais ligada ao comércio e às grandes promoções.

A sexta-feira nem sempre foi o principal dia de compras

Pode parecer difícil imaginar uma Black Friday sem filas e promoções, mas a sexta-feira demorou para assumir o posto de principal dia de compras.

Por muitos anos, consumidores americanos costumavam deixar as compras para o sábado.

A mudança aconteceu no início dos anos 2000. Em 2001, a Black Friday finalmente se tornou o maior dia de compras do ano nos Estados Unidos.

Desde então, a data só cresceu.

A Black Friday se expandiu

Se os consumidores americanos aproveitaram a tradição, outros países não demoraram para fazer o mesmo.

No Canadá, por exemplo, os comerciantes passaram a criar suas próprias promoções para evitar que os consumidores atravessassem a fronteira em busca de preços mais baixos nos Estados Unidos.

No México, a data ganhou outro nome: "El Buen Fin", ou "O Bom Fim de Semana". Por lá, as promoções podem durar vários dias.

E no Brasil?

Por aqui, a Black Friday entrou no calendário comercial mesmo sem existir o Dia de Ação de Graças. Os lojistas perceberam esse grande potencial da data e começaram a apostar cada vez mais com  promoções.

Black Friday
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Black Friday termina na sexta?

Quem espera apenas pela sexta-feira pode encontrar promoções antes mesmo da data oficial.No Brasil, muitas empresas ampliam o período de descontos e criam campanhas como a "Black Week", "Black Weekend" e até a "Black November".

A estratégia beneficia os dois lados: as lojas ganham mais dias para vender e os consumidores têm mais tempo para pesquisar preços e escolher o que comprar.

Quais produtos fazem mais sucesso?

Entre os itens mais vendidos na Black Friday estão:

  • Eletrônicos e eletrodomésticos;
  • Telefonia;
  • Moda e acessórios;
  • Informática.

Afinal, por que a Black Friday ficou tão famosa?

De uma crise no mercado financeiro a uma data que movimenta bilhões no comércio, a Black Friday passou por várias transformações até chegar ao formato conhecido atualmente.

Hoje, além das grandes filas e vitrines com descontos, a data também está presente nos sites, aplicativos e redes sociais. E, para quem pretende aproveitar as promoções, uma dica continua valendo: pesquisar os preços antes de comprar.

*Estagiária sob supervisão

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