Preço de remédios variam em até 25 vezes
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Preço de remédios variam em até 25 vezes

Novo levantamento do  Procon-SP mostrou que o mesmo medicamento pode custar até 25 vezes mais entre um estabelecimento e outro na capital paulista, surpreendendo os consumidores da cidade. As variações valem tanto para o medicamento original quanto para o genérico.

O estudo foi feito entre os dias 19 e 20 de maio deste ano, com 10 redes de farmácias distribuídas por todas as regiões da capital. No total, foram adquiridos 71 medicamentos nas lojas físicas e 72 nos sites.

A pesquisa também orienta os compradores, provando que as compras online podem fazer diferença no montante final, com os medicamentos genéricos custando até 20,58% menos nos sites das farmácias do que nas lojas físicas.

A variação nos preços

O maior contraste foi encontrado na versão genérica do Tadalafila, na versão de 5 mg, usada para tratar da circulação. O produto foi encontrado por R$ 3,87 em uma farmácia física na Zona Sul, enquanto, na Zona Norte, o valor do mesmo medicamento atingiu R$ 98,05.

Outros medicamentos de uso frequente também apresentaram diferenças expressivas, como a Nimesulida, Atorvastatina e até mesmo a Loratadina, um antialérgico, que uma das lojas registrou o valor de R$ 1,98, enquanto na outra o preço chegou R$ 22,36. A Sildenafila genérica, de 50 mg, pode custar até 13 vezes mais entre os sites pesquisados.


A maior diferença entre os medicamentos com marca foi registrada no Synthroid 25 mcg, de 30 comprimidos; seus preços variam entre R$ 10,73 e R$ 41,43, com uma diferença próxima a 286%

Por mais que o foco principal do estudo tenha sido a variação entre os estabelecimentos, o estudo aponta também que optar pelos genéricos continua sendo mais econômico para o consumidor, uma vez que, nas lojas físicas, eles custam cerca de 63% menos que os medicamentos da marca. A alteração também vale para as compras online, onde a economia média sobe para 66%.

Inflação no valor dos remédios

O levantamento comparou ainda os preços de medicamentos de marca e genéricos comprados em 2025 e 2026, e o aumento dos preços chamou a atenção. O preço médio dos medicamentos de referência nas lojas físicas aumentou em 8,43%, e os genéricos registraram alta de 12,74%.
Os preços nos sites também aumentaram, mas o contraste foi menor, registrando uma alta de 2,80% para medicamentos de referência e 3,81% para genéricos.

Apesar dos aumentos, o Procon-SP afirma que as farmácias incluídas na pesquisa respeitavam o Preço Máximo ao Consumidor, estabelecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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