
A Receita Federal começa a pagar nesta terça-feira (30) o segundo lote da restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Os valores serão depositados ao longo do dia para 9,58 milhões de contribuintes.
Ao todo, serão R$ 16 bilhões em restituições, tornando este o maior lote da história em número de pessoas contempladas. O valor liberado é o mesmo do primeiro lote de 2026, pago 29 de maio.
Somando os dois primeiros lotes, cerca de 18,3 milhões de contribuintes já receberam ou vão receber a restituição, totalizando R$ 32 bilhões pagos pela Receita Federal.
Quem irá receber neste lote?
Do total, R$ 4,49 bilhões serão destinados aos contribuintes que têm prioridade. Confira:
- 155.060 restituições para idosos acima de 80 anos;
- 1.106.923 restituições para idosos entre 60 e 79 anos;
- 106.294 restituições para pessoas com deficiência física ou mental ou com moléstia grave;
- 507.768 restituições para contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério.
Além das prioridades previstas em lei, 7.709.752 restituições serão pagas aos contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram por receber o valor via Pix.
De acordo com a Receita Federal, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade neste segundo lote.
Calendário da restituição do IRPF 2026
Os pagamentos da restituição serão realizados em quatro lotes. Confira as datas:
- lote: 29 de maio;
- lote: 30 de junho;
- lote: 31 de julho;
- lote: 28 de agosto.
Como consultar?
Os contribuintes podem consultar se a restituição foi liberada pelos canais oficiais da Receita Federal. A consulta informa se o pagamento já foi incluído em algum lote e a data prevista para o depósito.
A verificação pode ser feita no portal da Receita Federal, na área "Meu Imposto de Renda", ou pelo aplicativo oficial disponível para celulares. Também é possível consultar a situação do CPF e verificar se há alguma pendência que impeça o pagamento.
O que fazer se houver problema no pagamento?
A restituição é depositada apenas em uma conta bancária titular do contribuinte. Caso haja erro nos dados informados ou algum problema com a conta indicada na declaração, o pagamento não será realizado.
Nesses casos, a orientação da Receita Federal é solicitar o reagendamento do crédito junto ao Banco do Brasil.
O serviço fica disponível por um ano após a primeira tentativa de depósito. Para fazer o pedido, é necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.
Caso o valor não seja resgatado dentro desse prazo, deve solicitar o pagamento pelo portal e-CAC da Receita Federal.
Quem cai na malha fina recebe a restituição?
A malha fina é uma análise mais detalhada da declaração do Imposto de Renda. Ela acontece quando a Receita Federal identifica algum erro entre as informações enviadas pelo contribuinte e os dados informados por empresas, bancos ou outras instituições.
Enquanto a situação não for regularizada, a restituição fica retida e o pagamento não é realizado.
Por isso, é importante acompanhar o processamento da declaração e, caso exista alguma pendência, fazer a correção o quanto antes para evitar atrasos no recebimento da restituição.
*Estagiária sob supervisão