
O ministro do desenvolvimento e assistência social, família e combate à fome (MDS), Wellington Dias, participou nesta quarta-feira (27) do programa "Bom Dia, Ministro", transmitido pelo Canal GOV, e respondeu perguntas sobre temas que orbitam a pasta. O iG participou da entrevista que foi se concentrou em temas fortes da pasta como Bolsa Família, emprego e acesso a cursos profissionalizantes à beneficiados.
De antemão, o ministro Dias se antecipou e informou sobre lançamento do novo aplicativo e site do Bolsa Família nesta quarta, pela manhã. Segundo o ministro, as novas ferramentas digitais entram em atividade com foco principal em diminuir o fluxo de atendimento presencial nas agências do Centro de Referência de Assistência Social ( CRAS), garantindo maior da autonomia da população.
Não ao "Ad Eterno"
O ministro trouxe em primeira mão um dado importante sobre a saída do Bolsa Família e a superação da pobreza. Dias destacou que 5,1 milhões de famílias saíram do programa, conforme último levantamento do ministério. Segundo Dias, isso aconteceu porque a população que era assistida saiu da pobreza. Ele também combateu na entrevista as críticas ao programa.
Novo app e site
O novo programa é adaptado principalmente para usuários do sistema Android, que segundo o Ministério, a plataforma é a mais usada pelo público que o programa assiste. Dias informou na entrevista que o sistema conta com maior abrangência aos órgãos do governo federal, unificando dados de 24 ministérios.
Ourto ponto alto da ferramente é o que o usuário vê e como interage com o novo aplicativo. A partir de agora é possível conferir calendário de pagamentos, consultar motivos de bloqueios ou cancelamentos do benefício, além de passar e realizar atualizações cadastrais rapidamente pelo celular, dispensando o deslocamento físico a unidades dos CRAS.
Garantia de emprego à beneficiados vulneráveis
Defendendo a linha assistencial e não de manutenção da pobreza, respondendo a questionamento do iG, o gestor da pasta falou sobre o descompasso entre as exigências tradicionais das empresas privadas ao recrutar para vagas de emprego com a realidade dos candidatos
A questão permeia o núcleo burocrático de entrada no mercado de trabalho por milhões de brasileiros: a cobrança de experiência prévia e níveis rígidos de escolaridade. Isso batendo de frente com a situação dos beneficiados do Cadastro Único ( CadÚnico), que dado fatores históricos são afastados de oportunidades devido a condições de vulnerabilidade social e educacional.
O chefe do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social explicou que a há uma estratégia do governo federal de incluir esse público socioeconômico e que opera em "linha estreita" com o setor produtivo. Segundo ele, os candidatos direcionados são acolhidos nas suas limitações, com oportunidade de inserção do mercado e são ajustados nas vagas de trabalho.
Segundo Dias, o governo federal dispõe de "tentáculos" estruturais em setores da economia que abrem os canais de empregos formais e que para suprir equilibradamente as necessidades de cada lado, com flexibilizações de exigências para empregos, quanto na qualificação da mão de obra.
Sobre a iserção no mercado de trabalho formal, o ministro pontuou que "90% das vagas de emprego são preenchidas por cadastrados no CadÚnico". Dias pontuou ainda que a população conta com acesso gratuito a cursos profissionalizantes patrocinados pelo governo federal, dentro das propostas de qualificação da maioria das ofertas.
Fundamentando quanto a necessidade de transição ao emprego, o ministro apresentou dados atuais da cobertura social:
Atualmente, 7,1 milhões de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família possuem entes trabalhando com carteira assinada, mantendo o recebimento do auxílio devido a renda per capita - valor recebido por pessoa no ambiente doméstico - ainda se enquadrar nas regras do programa.
Outros 5,9 milhões de cidadãos integrados ao Programa Acredita no Primeiro Passo, recebem apoio técnico e de microcrédito voltado para iniciar um pequeno empreendedorismo.