Banco Master e Banco BRB
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Banco Master e Banco BRB

O Banco de Brasília (BRB) informou nesta segunda-feira (20) que assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento  voltado à transferência de ativos atualmente detidos pela instituição. Esses ativos têm origem em operações recebidas pelo BRB  do Banco Master.

Segundo o documento, a operação tem valor de referência de até R$ 15 bilhões. Desse total, entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões devem ser pagos à vista. O restante, cerca de R$ 11 ou 12 bilhões, será convertido em cotas subordinadas do fundo que será criado para administrar e monetizar esses ativos.

No comunicado enviado ao mercado, o banco defende que a iniciativa faz parte de um processo de reestruturação, com objetivo de fortalecer a estrutura de capital, aumentar a liquidez e melhorar a gestão do portfólio de ativos, além de contribuir para uma melhor organização patrimonial.

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A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições previstas no memorando. O BRB informou que seguirá informando o mercado sobre eventuais avanços relevantes, conforme exigem as regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Entenda o caso Banco Master

A instituição controlada por Daniel Vorcaro teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em 18 de dezembro de 2025. A decisão veio após o agravamento da situação financeira do banco, que já operava sob elevado risco de insolvência, pressionado pelo alto custo de captação de recursos e por uma carteira concentrada em operações consideradas de maior risco.

Nos meses que antecederam a intervenção, o banco tentou alternativas para evitar a liquidação, incluindo negociações para venda do controle. A principal delas envolveu uma proposta do Banco de Brasília (BRB), que acabou não avançando. As tratativas foram interrompidas em meio a questionamentos de órgãos de controle, críticas à falta de transparência, pressões políticas e citações do Banco Master em apurações e investigações em curso, o que aumentou a resistência do mercado a qualquer solução privada.

O alerta entre investidores se intensificou quando a instituição passou a ofertar produtos financeiros com taxas de retorno muito acima da média do mercado, estratégia vista como tentativa de reforçar o caixa em um momento de deterioração financeira. Entre esses produtos, destacavam-se os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), que se tornaram o principal instrumento de captação do banco.

Com a liquidação decretada, o Banco Central assumiu a condução do processo, e os credores passaram a depender das regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) — no caso dos produtos cobertos — e da ordem legal de pagamento na liquidação para tentar recuperar os valores investidos.

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