Moeda fechou em baixa
Valter Campanato/Agência Brasil
Moeda fechou em baixa

O dólar fechou cotado a R$ 4,9969 nesta segunda-feira (13), em queda de 0,29%. É a primeira vez em mais de dois anos que a moeda americana encerra abaixo de R$ 5. Em 27 de março de 2024, a moeda fechou a R$ 4,979.

Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,34%, aos 198.001 pontos, atingindo um novo recorde. A alta da bolsa foi sustentada principalmente pelo avanço das blue chips Vale e Petrobras, que seguem amparadas pelo fluxo de recursos estrangeiros e endossadas pelo avanço de commodities como o minério de ferro e o petróleo no exterior.

Segundo os analistas, a cotação do dólarreflete os novos desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Após o fracasso nas negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, o dia começou com os mercados em baixa. Mas no decorrer do dia, os investidores foram ficando mais otimistas.

Isso porque, entre outras declarações, o presidente Donald Trump disse que recebeu uma ligação das "pessoas certas do Irã" e que elas "querem muito fechar um acordo". 

Depois ele voltou a ameaçar o Irã, dizendo que “caso não haja um acordo, o resultado não será agradável".  O Irâ também se manifestou.

Nesta manhã, entrou em vigor o bloqueio anunciado por Trump a navios que circulem pela rota de ou para portos iranianos.

A medida abalou o mercado de transporte marítimo em um dos principais corredores do comércio global.

E mexeu no preço do barril do petróleo. O tipo Brent, referência global, subia 3,27% por volta das 16h, negociado a US$ 98,31 por barril.

 Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançava 1,35%, a US$ 97,87.

Expectativa de inflação

No mercado interno, o destaque foi o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, com a  expectativa de inflação para 2026 voltando a superar o teto da meta, também refletindo as preocupações com a guerra no Oriente Médio.


Para este ano, a projeção do IPCA subiu a 4,71%, de 4,36%, na quinta alta seguida.

Além disso, o mercado repercutiu declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em eventos do Banco Mundial e do FMI.

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