
A Vale anunciou nesta quinta-feira (09) o fretamento do primeiro navio transoceânico Guaibamax movido a etanol. O projeto será desenvolvido em parceria com a empresa chinesa Shandong Shipping Corporation, com entrega prevista para 2029.
A iniciativa integra a estratégia da companhia para reduzir as emissões de carbono em sua cadeia logística e avançar na descarbonização do transporte marítimo.
De acordo com a mineradora, o uso do etanol pode reduzir em até 90% as emissões em comparação ao óleo combustível pesado, tradicionalmente utilizado no setor.
O contrato prevê a operação de dois navios ao longo de 25 anos. As embarcações da nova geração Guaibamax terão cerca de 340 metros de comprimento e capacidade para transportar até 325 mil toneladas.
Além do etanol, os navios serão preparados para operar com diferentes combustíveis, como metanol e óleo pesado, e poderão ser convertidos futuramente para gás natural liquefeito (GNL) ou amônia, movimento que reforça a estratégia multicombustível da empresa.
“Os esforços pioneiros da Vale para a descarbonização no transporte marítimo são orientados para uma estratégia que combina flexibilidade e eficiência. A utilização do etanol como combustível nos navios que transportam o nosso minério, aliada à adoção de velas rotativas para aproveitamento da energia eólica, permite que a Vale esteja em uma posição única para a transição energética no transporte marítimo global nas próximas décadas” disse Rodrigo Bermelho, diretor de Navegação da companhia
Redução de emissões e inovação
Os novos navios seguirão o padrão de outras dez embarcações bicombustíveis previstas para começar a operar a partir de 2027. A nova geração contará com motores mais eficientes, dispositivos hidrodinâmicos e sistemas de economia de energia, capazes de reduzir em cerca de 15% as emissões em relação aos modelos atuais.
As ações fazem parte do programa Ecoshipping, voltado à pesquisa e desenvolvimento de soluções sustentáveis no transporte marítimo. Desde 2020, a Vale investiu aproximadamente R$ 7,4 bilhões em iniciativas para reduzir emissões diretas e indiretas e estabeleceu a meta de cortar em 15% as emissões de sua cadeia de valor até 2035.
*Estagiária sob supervisão