
O Banco Mundial divulgou nesta quarta-feira (08) um relatório sobre o panorama econômico da América Latina e Caribe, com projeções de crescimento moderado para a região e sinais de alerta para algumas das principais economias, incluindo o Brasil. Por outro lado, a vizinha Argentina ganhou destaque no texto.
Perda de dinamismo no Brasil
De acordo com o documento, o país enfrenta perda de dinamismo em meio a condições financeiras mais restritivas, espaço fiscal reduzido e incertezas relacionadas à política comercial. Na prática, esse cenário reflete juros ainda elevados, crédito mais caro e consumo mais enfraquecido, fatores que acabam limitando o ritmo da atividade econômica.
O mesmo contexto também atinge o México, que aparece ao lado do Brasil entre as economias com menor impulso no curto prazo.
Crescimento limitado na região
Apesar de um ambiente global levemente mais favorável e da sustentação dos preços de commodities, como petróleo e alimentos, o Banco Mundial avalia que as perspectivas para a região seguem limitadas.
A projeção é de crescimento de 2,1% em 2026, abaixo dos 2,4% registrados em 2025. Para 2027, a estimativa indica leve recuperação, com avanço de 2,4%. Ainda assim, o desempenho segue inferior ao de outras economias emergentes, o que reforça o desafio estrutural da América Latina.
Argentina ganha destaque positivo
Enquanto isso, a Argentina aparece como destaque positivo no relatório. O país tem apresentado melhora nas perspectivas econômicas, impulsionada por medidas de ajuste fiscal e tentativas de reorganização macroeconômica, mesmo diante de um cenário ainda desafiador, especialmente no controle da inflação.
Recomendações e desafios
Como recomendação, o organismo orienta que os países evitem adotar políticas industriais complexas de forma imediata. Em vez disso, sugere foco em medidas estruturais, como i nvestimento em qualificação profissional, manutenção de economias abertas e fortalecimento das instituições.
Mesmo com o quadro mais contido, o Banco Mundial ressalta que a América Latina possui um potencial significativo ainda pouco explorado.
A região concentra cerca de metade das reservas mundiais de lítio, um terço do cobre, além de uma matriz energética com forte presença de fontes limpas, fatores que podem impulsionar o crescimento no longo prazo.
*Estagiária sob supervisão