Raízen
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A Raízen informou nesta quarta-feira (11) que apresentou um pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar cerca de R$ 65,1 bilhões em dívidas. A empresa brasileira atua no ramo de produção de açúcar e etanol. 

A medida ocorre após meses de tratativas com instituições financeiras e investidores. A produtora buscava uma saída para reduzir a pressão provocada pelo endividamento que cresce mês a mês. 

A Raízen é uma joint venture, uma espécie de aliança, formada pela Cosan e pela Shell. Nos últimos anos, a companhia teve aumento de gastos com investimentos e perdas operacionais.

Os principais motivos citados são as condições climáticas que geraram problemas como incêndios, que atingiram áreas de cana-de-açúcar e reduziram o volume de moagem, um processo feito com a planta de canavial para gerar açucar, energia e etanol, o que afetou a geração de caixa.

Na semana passada, a empresa já havia dado indícios ao mercado que avaliava recorrer a uma reestruturação extrajudicial para lidar com a dívida.

Segundo a Reuters, o acordo foi fechado com credores para tentar reorganizar os débitos da companhia sem a abertura de um processo judicial de recuperação.

Raízen sofre com dívidas há anos

Em julho de 2025, a  Raízen anunciou na última terça-feira (15) a suspensão por tempo indeterminado das operações da Usina Santa Elisa, em Sertãozinho, interior de São Paulo. A unidade foi fundada em 1936 e tinha a caoacidade de moagem de 6,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra e operava em 36,4 mil hectares.

Na época do fechamento, a empresa tinha um plano de reciclagem de portfólio voltado à eficiência agroindustrial e à redução do endividamento da empresa.

A decisão resultou na demissão de cerca de 2 mil funcionários, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Açúcar, da Alimentação e Afins de Sertãozinho e Região.

A Raízen a essa altura já tinha assinado contratos para transferir até 3,6 milhões de toneladas de cana por R$ 1,045 bilhão.

Parte dos ativos negociados inclui 10,6 mil hectares repassados à São Martinho S.A..  Na operação ainda estavam as usinas Alta Mogiana, Bazan, Batatais, Pitangueiras e Viralcool.

Os recursos seriam usados para reduzir a dívida da companhia, que já somava R$ 38,6 bilhões no terceiro trimestre da safra 2024/25; já a dívida líquida alcançava R$ 54,8 bilhões no quarto trimestre de 2024. 

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