A Administração Estatal para Regulação do Mercado (SAMR) da China anunciou nesta segunda-feira (15) a abertura de uma investigação por violação da lei antitruste do país pela Nvidia, gigante americana de chips.
Em nota, a agência afirmou que a empresa norte-americana não cumpriu as disposições estabelecidas quando adquiriu a israelense Mellanox Technologies.
A China havia aprovado a aquisição em 2020.
Em dezembro de 2024, o processo contra a Nvidia foi anunciado, quando os Estados Unidos limitaram as exportações de tecnologia a cerca de 140 companhias chinesas, colocando mais de 100 delas em uma lista de comércio restrito.
A decisão de prosseguir com a investigação ocorre no momento em que Estados Unidos e a China realizam sua quarta rodada de negociações comerciais
em Madri, na Espanha
.
Ainda de acordo com a SAMR, será aberta uma investigação mais aprofundada sobre o caso.
Agências internacionais afirmam que o anúncio pode ter caráter estratégico, para ampliar a influência da República Popular da China nas negociações comerciais com os Estados Unidos.
O anúncio da investigação levou a uma queda de 2,1% nas ações da empresa de chips norte-americana no pré-mercado dessa segunda- feira.
O presidente da Nvidia, Jensen Huang, tem buscado manter boas relações com Pequim
e já realizou diversas visitas ao país para demonstrar comprometimento com o mercado chinês, mesmo com as restrições de exportação impostas por Washington.
A lei antitruste chinesa estabelece multas de 1% a 10% sobre o valor das vendas anuais das empresas investigadas.
O acesso da China
a chips avançados de inteligência artificial é um dos principais pontos de atrito na disputa tecnológica com os Estados Unidos.