O dólar fechou nesta sexta-feira (1°) em alta de 1,53%, cotado a R$ 5,8698 , marcando o segundo maior valor nominal da história . No acumulado de 2024, a moeda norte-americana já subiu 20%, refletindo incertezas econômicas internas e externas.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou o dia em queda de 1,23%, fechando aos 128.121 pontos.
No Brasil, o que tem mexido com o mercado é o fato do governo federal trabalhar para cumprir a meta de déficit zero nas contas públicas para 2024. Esse objetivo deve incluir cortes de gastos de aproximadamente R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões, impactando diversas áreas do orçamento.
No cenário econômico brasileiro, a produção industrial subiu 1,1% em setembro, representando um crescimento anual de 3,4%. A taxa de desemprego no país caiu para 6,4% no terceiro trimestre, sinalizando leve melhora no mercado de trabalho.
No entanto, a expectativa de aumento da inflação para os próximos meses leva à possibilidade de novas elevações na Selic, a taxa básica de juros.
O mercado financeiro aguarda a próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) para determinar as direções da política monetária do país.
Repercussão internacional
As incertezas políticas nos Estados Unidos, onde a proximidade das eleições presidenciais e dados econômicos geram especulação sobre a política de juros, também têm impacto sobre o mercado financeiro global.
O relatório "payroll" indicou a criação de 12 mil vagas de emprego no último mês, um número bem abaixo da expectativa de 106 mil.
Analistas observam que o mercado de trabalho mais fraco pode pressionar o Fed (Federal Reserve) a moderar seus aumentos de juros, embora haja receio de que o desempenho sinalize uma desaceleração intensa da economia americana.
Internacionalmente, as greves nos Estados Unidos têm afetado o mercado de trabalho, contribuindo para o número reduzido de novas contratações. A taxa de desemprego no país permanece em 4,1%, enquanto o índice de preços PCE subiu 0,2% em setembro.
Dados recentes indicaram um crescimento do PIB norte-americano no terceiro trimestre, o que gerou expectativas de ajustes moderados na política monetária.
O Fed deve manter o corte de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros na próxima semana e em dezembro, com possibilidade de revisão da intensidade das reduções, dependendo da resposta da economia.