Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira
Sophia Bernardes
Jair Bolsonaro e Ciro Nogueira

Sob a expectativa do anúncio dos preços dos combustíveis, aliados do governo Bolsonaro decidiram entrar em conflito aberto com a Petrobras. Pouco depois do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do próprio presidente Jair Bolsonaro atacarem a empresa, foi a vez do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira responsabilizar a estatal pelo possível aumento do preço da gasolina e do diesel.

A decisão da diretoria da Petrobras foi antecipada pelo colunista do GLOBO, Lauro Jardim. Nesta quarta-feira, em reunião no Palácio do Planalto, o presidente da Petrobras, José Ferreira Coelho, alertou integrantes do governo sobre a possibilidade de desabastecimento de diesel caso o reajuste não fosse anunciado. Integrantes do governo tentaram convencer a empresa a não fazer o reajuste, minimizando as chances de desabastecimento.

Nesta quinta-feira, com a informação de que a Petrobras deverá anunciar novo aumento, Ciro Nogueira foi às redes sociais atacar a empresa.

"Basta! Chegou a hora. A Petrobras não é de seus diretores. É do Brasil. E não pode, por isso, continuar com tanta insensibilidade, ignorar sua função social e abandonar os brasileiros na maior crise do último século", escreveu Ciro.

O ministro da Casa Civil disse que o governo e o Congresso precisa "acabar de vez com esse abuso" e que a empresa estaria virando as costas para o Brasil.

"Responsabilidade, sim. Falta de visão de país e de solidariedade com a nação, jamais", afirmou.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro, em sua transmissão semanal nas redes sociais, disse que um novo aumento seria, na sua visão, um ataque ao governo com interesses políticos. Pouco depois, o presidente da Câmara, Arthur Lira, também usou as redes sociais para atacar a Petrobras.

"A República Federativa da Petrobras, um país independente e em declarado estado de guerra em relação ao Brasil e ao povo brasileiro, parece ter anunciado o bombardeio de um novo aumento nos combustíveis", disse Lira.

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