O MDB oficializou a candidatura de Simone Tebet para a presidência
Agência O Globo - 26/06/2021
O MDB oficializou a candidatura de Simone Tebet para a presidência

A pré-candidata Simone Tebet disse na noite desta terça-feira (31), que, se eleita, vai eliminar “com uma canetada” os “jabutis” existentes no processo de privatização da Eletrobras.

A afirmação foi feita durante a sabatina de pré-candidatos à Presidência da República, promovida pelo jornal Correio Braziliense, da qual participaram os jornalistas Ana Maria Campos, Carlos Alexandre, Denise Rothenburg e o editor Vicente Nunes.

“Esse é um dos maiores escândalos do país”, frisou a parlamentar. “Todo mundo fala do ‘mensalão’, do ‘petrolão’ do ‘orçamento secreto’, mas se esquece desse.”

Tebet observou que a privatização da empresa prevê a construção de uma infraestrutura para operação de termelétricas, cuja atividade vai beneficiar “meia dúzia de lobistas”.

A senadora ressaltou, contudo, que é a favor da desestatização da Eletrobras e do sistema de capitalização utilizado no processo. Mas a sobrevivência dos “jabutis”, ponderou, resultará no aumento da energia, o que prejudicará não só a população, mas a indústria também.

Na sabatina, a pré-candidata escolhida para a terceira vida, afirmou ainda que “não se faz social sem controle” de despesas, daí a importância do “teto de gastos”.

Ela também disse que a “responsabilidade social é um meio”. “O fim principal de um governo, de um Estado e a responsabilidade do presidente da República é o investimento social”, destacou.

“O Brasil precisa voltar a crescer e a gerar empregos. Esse é o fim. É erradicar a miséria, diminuir a pobreza, garantir educação e cursos profissionalizantes de qualidade.” Para salientar a importância do controle de gastos, a parlamentar questionou: “Com esse Congresso que está aí, se não tivesse ‘teto’, o orçamento secreto iria para quanto?”.

A parlamentar também expôs ao longo da sabatina as bases de suas propostas para o Brasil. Elas incluem a pacificação do país, o que vai resultar em segurança institucional, política e econômica; a criação de um programa de transferência permanente de renda, mas com “porta de saída” para os beneficiários; foco total na educação, tanto no ensino convencional como no profissionalizante; além do fomento de uma economia verde e da implementação de medidas modernizantes como a reforma tributária.

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