Estatal deverá responder os motivos de vender petróleo com valor mais alto para refinaria privatizada
Redação 1Bilhão
Estatal deverá responder os motivos de vender petróleo com valor mais alto para refinaria privatizada

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (25) a abertura de inquérito contra a Petrobras para investigar uma possível venda de petróleo com preço mais elevado para a refinaria Landulpho Alves, privatizada no fim do ano passado. O pedido feito pelo conselheiro Gustavo Augusto de Lima atende uma solicitação do Sindicato do Comércio Varejista de Derivado de Petróleo da Bahia (Sindicombustíveis-BA).

Em seu despacho, Lima aponta que a cobrança de combustíveis para outros estados é mais barata, o que não segue as diretrizes econômicas de cobrar o frete pelo transporte para localidades mais distantes. O conselheiro ressaltou a necessidade de seguir duas linhas de investigação: uma contra a Petrobras e outra contra o fundo Mubadala, dos Emirados Árabes, responsável pela refinaria de Landulpho Alves.

O Cade quer saber se houve a venda de petróleo mais caro para a refinaria privatizada se comparado às refinarias sob controle da Petrobras. Os conselheiros ainda devem investigar se Landulpho Alves está cobrando o combustível mais caro na Bahia por ter domínio da comercialização de combustíveis no estado.

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A investigação quase foi barrada pela Superintendência-Geral do Cade, que entendeu não haver motivos para a investigação. O processo tinha sido arquivado na última quinta-feira (19).

Lima, entretanto, encontrou inconsistências na cobrança do valor de petróleo e solicitou a apreciação dos demais conselheiros. Por unanimidade, o inquérito foi instaurado e as investigações deverão começar após a chancela da SGC.

Tanto a Petrobras quanto a Mubadala não se pronunciaram sobre a investigação do Cade.

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