Lucro da Vivo cai 20%, mesmo após reajuste em mensalidade de planos
Lucas Braga
Lucro da Vivo cai 20%, mesmo após reajuste em mensalidade de planos

A Telefônica Brasil divulgou os resultados financeiros para o 1º trimestre de 2022. A dona da Vivo teve lucro de R$ 750 milhões, redução de 20% em comparação com o ano anterior. A operadora justifica que o indicador foi afetado pelo pagamento das licenças de 5G leiloadas pela Anatel, mas obteve aumento na receita e cresceu a base de clientes móveis.

Vivo — Resultados financeiros do 1º trimestre de 2022

Confira abaixo os principais indicadores da Vivo para o 1º trimestre de 2022 e o comparativo com o mesmo período do ano anterior:

Indicador 1° trimestre de 2022 1° trimestre de 2021 Diferença
Receita operacional líquida R$ 11,35 bilhões R$ 10,84 bilhões +4,1%
Lucro líquido R$ 750 milhões R$ 942 milhões -20,4%
Capex (investimentos) R$ 1,88 bilhões R$ 1,94 bilhões -3,3%
Número de clientes (total de acessos) 99,94 milhões 95,8 milhões +4,3%

Reajuste em plano controle contribui para receita móvel

O segmento de telefonia celular é o carro chefe da Vivo, e a receita de serviços responde por R$ 6,87 bilhões do balanço financeiro, alta de 5,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O maior faturamento foi do móvel pós-pago, com R$ 5,59 bilhões, bem acima do pré-pago, com R$ 1,27 bilhão.

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Ao final do 1° trimestre de 2022, a Vivo tinha 85,3 milhões de acessos móveis, alta de 7,1% e mantendo a liderança nacional com 33% de participação no mercado. O segmento pós-pago (e controle), que gera mais receita, cresceu 10,6%. Já o pré-pago teve aumento de 2,2% nas linhas ativas.

No pré-pago também houve aumento da receita, graças ao crescimento de linhas e maior recorrência nas recargas. A Vivo também destaca o desempenho positivo com a receita de aparelhos, e o lançamento de aparelhos topo de linha contribuiu para a tele ter alcançado a cifra de R$ 708 milhões, alta de 10% na comparação anual.

De acordo com a Vivo, o reajuste da mensalidade para parte dos clientes com planos controle, o aumento na receita de serviço e a adição de 1,2 milhão de linhas ao pós-pago foram alguns dos fatores responsáveis pelo desempenho positivo. Esses acessos vieram de novas adesões ou da migração da base pré-paga para o serviço com faturamento mensal.

Vale ressaltar que esses dados operacionais se referem apenas aos acessos da própria Vivo. A tele comprou parte da Oi Móvel e receberá 12,5 milhões de linhas, das quais 63% se encontram em planos pré-pagos e 37% utilizam serviço pós-pago.

Vivo Fibra expande, mas queda do cobre segura receita

A receita com serviços fixos cresceu pouco: a operadora faturou R$ 3,77 bilhões no trimestre, alta de 1,9%. O desempenho positivo foi possível graças aos serviços com tecnologias mais novas: os produtos baseados em fibra óptica, IPTV ou serviços corporativos tiveram aumento de 11,9% na comparação anual.

Já a receita com serviços legados, que inclui voz fixa por cobre e banda larga ADSL, encolheu 17%. A tendência é que clientes com essas tecnologias migrem para produtos de fibra óptica, seja da própria Vivo ou de outras operadoras.

Ao final do período, a Vivo atingiu 4,8 milhões de casas conectadas com a Vivo Fibra, alta de 29% na comparação anual. A cobertura FTTH (modalidade em que a fibra chega dentro da casa do assinante) alcançou a marca de 20,5 milhões de endereços de 345 cidades, com crescimento de 26%.

A Vivo também revelou que a velocidade média da sua base de clientes é de 195 Mb/s, com alta anual de 71 Mb/s. O portfólio atual da banda larga Vivo Fibra começa com planos de 200 Mb/s, o que certamente ajuda a elevar o indicador.

Falando em número de clientes, a Vivo encerrou o trimestre com 14,6 milhões de acessos fixos, dos quais 6,5 milhões representam as tecnologias mais novas. A base consolidada caiu 8,9%, mas ao isolar os acessos FTTH houve crescimento de 29,1%.

Por outro lado, a maior quantidade de clientes fixos da Vivo continua com tecnologias legadas: são 8,1 milhões de acessos, com queda anual de 18,3%

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