Em 2022, Dia das Mães terá maior inflação em 20 anos
Felipe Moreno
Em 2022, Dia das Mães terá maior inflação em 20 anos

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), divulgado nesta quinta-feira (5), demonstrou o maior salto inflacionário dos últimos 20 anos ara produtos e serviços procurados no Dia das Mães. A pesquisa considerou 31 opções do Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M). Em 2003, o reajuste foi de 10,83%, já nos últimos 12 meses, o aumento médio foi de 9,07%, ligeiramente abaixo da inflação acumulada no período, de 10,37%.

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Para o setor de serviços, o pesquisador e economista do FGV IBRE Matheus Peçanha explica que no departamento de turismo, por exemplo, teve aumento na demanda para comemorar a data, já que este sofreu grandes perdas desde o início da pandemia, mas que o setor de alimentos, incluindo restaurantes, tem sido foco da inflação recente.

Já para a opção de presentes, a cesta de 22 bens duráveis e semiduráveis teve um crescimento médio de 4,25%. Os eletrodomésticos e o setor têxtil foram os mais afetados: cama, mesa e banho teve aumento de 11,04%, geladeira e freezer subiram 8,73%, máquina de lavar roupas, galopou 7,5%, micro-ondas cresceu 6,75% e roupas femininas 6,62%.

Na parte inferior da lista, os menores aumentos ficaram na conta da linha marrom e alguns bens semiduráveis: perfume (0,15%), computadores e periféricos (0,34%), celulares (0,65%), artigos de maquiagem (0,92%) e fogão (1,97%).

"Após um período difícil para o custo da indústria de bens duráveis [...] a matéria-prima alcançou um patamar de estabilidade, mas nem isso e nem os benefícios tarifários proporcionados pelo governo parecem surtir efeito para segurar a ainda persistente (apesar de mais fraca) volatilidade nos preços ao consumidor final", destacou o economista do FGV IBRE.

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