Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
Reprodução/ Twitter @vonderleyen
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discursou nesta quarta-feira (4) ao Parlamento Europeu para falar sobre o novo pacote de sanções que será imposto contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia e revelou que o Sberbank, o maior banco do país, será punido.

"Vamos excluir o Sberbank do sistema Swift que é, de longe, o maior banco da Rússia, e outros dois bancos. Com isso, atingiremos os bancos que são cruciais para o sistema financeiro russo e para a capacidade de [Vladimir] Putin de criar destruição. Isso solidificará o completo isolamento do setor financeiro russo do sistema global", disse aos europarlamentares.

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O Swift é uma plataforma de troca de informações entre bancos do mundo todo e o principal sistema utilizado para fazer pagamentos pelo petróleo e gás natural russo. Outras instituições financeiras menores já haviam sido excluídas do sistema nos pacotes de sanções anteriores.

Durante sua fala, Von der Leyen ainda confirmou que os europeus vão impor um embargo ao petróleo russo, em medida que deve entrar em vigor em seis meses.

"Propomos uma proibição do petróleo russo, uma proibição total da importação via mar e via oleodutos, de bruto e refinado. Vamos garantir eliminar gradualmente o petróleo russo de maneira ordenada e que permita, a nós e nossos parceiros, garantir vias de fornecimento alternativas e de reduzir ao mínimo o impacto sobre os mercados globais. Esse é o motivo pelo qual eliminaremos gradualmente o petróleo bruto russo em seis meses e os produtos refinados até o fim do ano", acrescentou.

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Conforme fontes europeias, porém, essa medida será adotada por 25 dos 27 Estados-membros de maneira conjunta porque Hungria e Eslováquia, as mais dependentes da importação do combustível fóssil russo, serão isentadas até o fim de 2023.

Ainda durante sua fala, Von der Leyen pontuou que a Europa "tem uma responsabilidade muito especial nas relações com a Ucrânia" e que o apoio dado pelo bloco forma geral irá "ajudar os ucranianos a reconstruir sue país".

"Por isso, proponho que vocês comecem a trabalhar sobre um ambicioso programa de retomada para os nossos amigos ucranianos. Esse pacote precisa levar investimentos maciços para satisfazer as necessidades e as reformas necessárias. Devem enfrentar as fraquezas existentes na economia ucraniana e colocar as bases para um crescimento sustentável e de longo prazo", pontuou ainda.

No entanto, a decisão formal sobre o sexto pacote de sanções contra aliados de Putin não deve ser anunciada nesta quarta-feira. Todos os países-membros pediram um prazo um pouco maior para analisar o documento proposto por Bruxelas, que foi enviado aos governos apenas na madrugada.

Uma nova reunião dos representantes permanentes do bloco, a Coreper, foi marcada para a sexta-feira (6), mas pode ser antecipada para amanhã, segundo fontes internas. A ideia, porém, se mantém de anunciar o pacote antes do fim de semana.

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