Gasolina ultrapassa R$ 8 em 12 municípios do RJ, diz ANP
Felipe Moreno
Gasolina ultrapassa R$ 8 em 12 municípios do RJ, diz ANP

Com aumento de 8,14%, gasolina registra maior preço desde 2019 e chega a R$ 8,099 no município do Rio de Janeiro. Valor médio da gasolina na capital é R$ 0,25 mais caro do que a média nacional. No estado, o valor alcançou R$ 8,519, na cidade de Valença, no Sul Fluminense, seguido de Angra dos Reis, na Costa Verde, com R$ 8,499 o litro. O preço máximo da gasolina comum, segundo levantamento realizado em 5.225 postos no Brasil, chega a R$ 8,599. Os valores constam de levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP) realizado de 24 a 30 de abril.

Em diferentes regiões da capital carioca, a variação dos valores cobrados chegou até 8,12%, com preços entre R$ 7,518 e R$ 8,111. Os motoristas encontraram a gasolina mais cara nos bairros do Flamengo (R$ 8,111), Copacabana (R$ 8,106) e Vigário Geral (R$ 8,050). Já os preços mais em conta foram registrados no Catumbi (R$ 7,518), Lins de Vasconcelos (R$ 7,587) e Realengo (R$ 7,589).

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Ainda segundo o levantamento da ANP, o Rio de Janeiro teve a média mais cara de preços entre os estados do Sudeste (R$ 7,857), enquanto São Paulo foi o estado com a gasolina mais barata (R$ 7,017) na região.

E com o preço nas alturas qual a alternativa para o motorista? Segundo economistas, pesquisar preços. No site da ANP (preco.anp.gov.br), por exemplo, é possível consultar os valores por estado e municípios. Além de tipo de combustível, como etanol, gasolina aditivada, gás natural (GNV) e, inclusive, o preço do gás de botijão (GLP).

Para Gilberto Braga, economista e professor do Ibmec, o motorista precisa ficar de olho nos preços nos postos que ficam pelo trajeto que o condutor usualmente faz. E por que? Ele explica que se tiver que rodar muito vai acabar gastando mais gasolina e a economia para pagar apenas alguns centavos mais baratos não justifica o consumo adicional par encontrar esse posto.

"Outra alternativa seria buscar formas de deslocamento que poupassem o veículo. Por exemplo, fazer compartilhamento, dar carona, fazer a divisão do custo do combustível entre os caroneiros ou utilizar bicicletas convencionais ou elétricas, ou até agora mesmo essas bikes motorizadas que têm um preço competitivo e que rodam bastante com pouquíssimo combustível", orienta Braga.

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E faz um alerta: "Diferentemente de alimentos e outros itens, o combustível não deve ser armazenado, nem estocado, justamente por conta dos riscos que ele representa, principalmente combustão."

O também economista e professor da Facha, Ricardo Macedo, dá uma dica: "Faça revezamento, se possível, na utilização do veículo. Como por exemplo se tiver que sair de casa para buscar filho em escola, ou ir ao mercado, se houver outro motorista em casa, cabe dividir a tarefa para economizar gasolina."

"Colocar na ponta do lápis se vale a pena ter o automóvel ou usar outro tipo de transporte, como metrô ou carro por aplicativo", orienta.

E converter o carro para GNV, vale a pena? Segundo Macedo, neste caso só é válido se condutor utilizar o veículo diariamente e para percorrer longas distâncias, como no caso de quem utiliza o carro para trabalho.

"O custo da conversão do carro pode não compensar se o veículo for pouco utilizado", explica e acrescenta: "Se o automóvel for flex opte pela utilização do etanol, que está mais em conta, e faça manutenção do veículo regularmente para evitar maior consumo de combustível."

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