Inflação global e aumento de juros americanos derrubam Bolsa
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Inflação global e aumento de juros americanos derrubam Bolsa

O dólar opera com alta ante o real enquanto a Bolsa cai no início desta terça-feira (19). As preocupações com o patamar alto e persistente da inflação global seguem no radar dos investidores, em novo pregão com falas de membros do Federal Reserve, Banco Central americano.

Por volta de 10h30, a moeda americana tinha alta de 0,39%, negociada a R$ 4,6658, acompanhando a valorização da divisa no exterior.

No mesmo horário, o Ibovespa caía 0,76%, aos 114.812 pontos.

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Nesta terça, os investidores aguardam falas do presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, na tentativa de calibrar as expectativas sobre a continuidade do processo de aperto monetário no país.

Na véspera, o presidente do Fed de Saint Louis, James Bullard, voltou a afirmar que a inflação americana está “alta demais”, defendendo uma taxa de juros na casa dos 3,5% ao final do ano, o que reforça a tese de uma elevação mais acelerada nos juros.

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Como resultado, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano seguiam trajetória de alta, indicando maior busca por proteção por parte dos investidores e pressão nos mercados acionários.

No Brasil, onde a inflação também preocupa, o mercado segue repercutindo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentários (PLDO) de 2023, apresentado pelo Congresso.

As medidas de incentivo econômico e benesses do governo a algumas categorias próximas do presidente Jair Bolsonaro têm o potencial de virar uma bomba fiscal em 2023, segundo especialistas.

BR Malls avança após nova proposta

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiam 1,55% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 2,67%.

As ordinárias da Vale (VALE3) cediam 2,31% e as da Siderúrgica Nacional (CSNA3), 1,66%.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) caíam 0,93%.

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No setor financeiro, as preferenciais do Itaú (ITUB4) e do Bradesco (BBDC4) tinham quedas de 0,30% e 0,44%, respectivamente. 

Os papéis ON da BRMalls (BRML3) avançavam 5,14% e os da Aliansce Sonae (ALSO3) cediam 1,32%.

A Aliansce fez mais uma proposta para uma combinação de negócios com a BrMalls. Dessa vez, a empresa está oferecendo R$1,25 bilhão e mais 0,394 ações da companhia por 1 ação de emissão da BRML3.

A BR Malls informou que seu conselho de administração deu autorização para que sua diretoria negocie os termos da nova proposta enviada pela Aliansce com o objetivo de enviar a oferta para deliberação por seus acionistas.

Em março, o conselho da BRMalls, que controla, entre outros, o NorteShopping e o Shopping Villa-Lobos, recusou por unanimidade uma segunda oferta feita pela Aliansce, dona do Shopping Leblon e do Via Parque.

Petróleo cai

Os preços dos contratos futuros do petróleo devolviam as altas da véspera, mesmo com a continuidade dos receios sobre a oferta.

A alta do dólar no exterior pressionava os preços da commodity, pois encarece as negociações.

Por volta de 10h20, no horário de Brasília, o contrato para junho do petróleo tipo Brent caía 3,17%, negociado a US$ 109,57, o barril.

Já o contrato para maio do petróleo tipo WTI cedia 3,41%, cotado a US$ 104,52, o barril.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas operavam com quedas. Por volta de 10h30, em Brasília, a Bolsa de Londres cedia 0,53% e a de Frankfurt, 0,71%. Em Paris, ocorria queda de 1,38%.

As bolsas asiáticas fecharam com direções contrárias. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,69%. Em Hong Kong, houve baixa de 2,28%, com pressão do setor de tecnologia. Na China, houve queda de 0,05%.

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