Pão francês
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Pão francês

A guerra na Ucrânia pela Rússia impactou o bolso dos brasileiros de diversas formas. Em razão do conflito, um dos itens mais afetados foi o pão, já que boa parte do trigo mundial é produzido pelos dois países, cerca de 30%. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), o quilo do pão francês teve reajuste no Brasil entre 4% e 20%, a depender da região em território nacional.

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A partir desse percentual, os consumidores encontram o quilo do pão entre R$ 12 e R$ 24. De acordo com Paulo Menegueli, presidente da Abip, os valores variam por vários fatores. "É necessário levar em conta que os estabelecimentos fazem planilha de preço e os gastos do local podem ter um custo diferente de outras regiões", argumenta ele.

Ele também lembra que, em razão da pandemia do coronavírus, muitas padarias e confeitarias não voltaram a sua normalidade e ainda sofrem com a baixa frequência de consumidores. "Nesses dois anos, os estabelecimentos precisaram se reinventar por conta da dificuldade enfrentada pela pandemia. Ainda sofrem os reflexos do período e enfrentam também os recentes aumentos", disse.

O presidente da associação destaca que não é só o aumento do trigo que prejudicou os estabelecimentos. Nesse período, também tiveram que colocar no cálculo a alta do óleo de soja, de embalagens, combustíveis e energia elétrica, esses últimos impactando toda a cadeia.

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"Tudo precisa ser calculado, são inúmeros aumentos. Sabemos que o salário dos consumidores não aumenta, por isso seguramos o preço até onde deu. Mas já vínhamos sendo fragilizados, não teve como não absorver esse impacto agora da guerra. Nos afetou muito porque a farinha de trigo aumentou mais de 36%", avaliou ele.

De acordo com ele, outros setores devem avaliar que o momento não deve reajustar para não ocorrer um impacto ainda maior no setor. "A gente pede que os moinhos, assim como todos outros fornecedores, não reajustem no momento. Porém, caso seja necessário, reajuste somente o que for necessário no momento", afirmou o presidente da associação.

Segundo ele, o cenário poderia se agravar se o país dependesse muito mais dos dois países. "Compramos pouco da Rússia e Ucrânia. Nosso trigo vem muito voltado da Argentina, Uruguai e Paraguai, o que poderia agravar se fosse adquirido muito mais de lá. O que acontece é que aumenta porque influencia em todo cenário mundial", finalizou Menegueli.

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