Petrobras
Felipe Moreno
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (3) que, diante da guerra entre Rússia e Ucrânia, a Petrobras poderia diminuir sua margem de lucro para que o preço dos combustíveis seja reduzido. Bolsonaro afirmou que não irá interferir na empresa, mas disse que companhia "sabe da sua responsabilidade".

"Não tenho como interferir, nem vou interferir, na Petrobras. Agora a Petrobras, por sua vez, sabe da sua responsabilidade e sabe o que tem que fazer para colaborar para que o preço do combustível aqui dentro não dispare", disse Bolsonaro, em transmissão ao vivo em redes sociais.

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Para o presidente, o lucro poderia ser rebaixado "um pouquinho" para "a gente não sofrer muito aqui".

 "Em um momento de crise como esse, eu acho que esse lucro, dependendo da decisão dos diretores, do conselho, do presidente, poderia nesse momento de crise ser rebaixado um pouquinho para a gente não sofrer muito aqui."

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Na mesma transmissão, Bolsonaro defendeu a redução da bandeira tarifária da conta de luz. Bolsonaro disse que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já deveria ter encerrado a bandeira "roxa", em provável referência à tarifa de escassez hídrica.

"Passamos por uma crise hidrológica enorme. A bandeira, pelo que estou sabendo… Não precisa ter bola de cristal, nem é informação privilegiada. Quem define a bandeira é a Aneel. Alguns acham que a Aneel já tinha que baixar esta tarifa, essa bandeira vermelha, roxa, que está em vigor que realmente mete a mão no bolso do contribuinte", afirmou o presidente.

Bolsonaro disse que a bandeira deve ser encerrada em abril, confirmando o que ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, já havia anunciado.

"Acredito que em abril, no máximo, agora essa bandeira vai deixar de existir, porque é a lógica. Alguns acham, eu também acho, mas não basta a gente achar, você tem que ver os dados, que já poderia ter zerado o valor dessa bandeira, para o bem de todo mundo, para o bem da economia."

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