Vladimir Putin
Felipe Moreno
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As sanções financeiras impostas à Rússia fizeram sua primeira vítima. O braço europeu do maior banco russo, o Sberbank, quebrou, após uma corrida de clientes para sacar dinheiro. A filial europeia é sediada na Áustria e será liquidada. Unidades na Croácia e na Eslovênia foram vendidas para bancos concorrentes locais.

O destino do Sberbank na Europa foi anunciado pelo Single Resolution Board, que regula falências de instituições financeiras na zona do euro na noite de terça-feira. As ações do Sberbank caíam 90% na Bolsa de Londres quarta-feira (2). O mercado acionários em Moscou continua fechado nesta quarta.

O Sberbank é controlado pelo Estado russo e é o maior credor do país. Por meio de sua filial europeia, o banco está presente em oito países no continente: Alemanha, Áustria, Croácia, República Tcheca, Hungria, Eslovênia, Sérvia e Bósnia Herzegovina.

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Na segunda-feira, autoridades europeias haviam dito que a divisão europeia do Sberbank estava sob falência iminente.

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Ontem, o banco publicou comunicado em seu site dizendo que havia decidido "se retirar do mercado europeu". Segundo a instituição, as unidades na Europa tiveram de lidar com "saídas irregulares de fundos e ameaças à segurança de seus funcionários e agências", acrescenta a nota.

O Sberbank disse que "os fundos dos clientes estão garantidos, de acordo com as legislações locais". Na Áustria, por exemplo, o governo local garante depósitos de até 100 mil euros.

O banco esclareceu que a filial da Suíça não será afetada pela decisão das autoridades europeias e que continua funcionando normalmente, pois ela não integra o grupo Sberbank Europa. Na Rússia, o banco também continua operando.

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