Ucrânia torna-se primeiro país do mundo a aceitar doações em criptomoedas
Luciano Rocha
Ucrânia torna-se primeiro país do mundo a aceitar doações em criptomoedas

No terceiro dia dos combates entre Rússia e Ucrânia, o governo ucraniano resolveu solicitar doações em criptomoedas. De acordo com o perfil oficial do governo no  Twitter , o país está aceitando ajuda em Bitcoin (BTC), Ether (ETH) e Dólar Tether (USDT).

Com isso, a Ucrânia torna-se o primeiro país do mundo a aceitar doações em criptomoedas de maneira oficial. Antes disso, organizações não governamentais (ONGs) que atuam no país já arrecadavam doações em BTC para apoiar os militares.

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Na esteira da “adoção” das criptomoedas, os maiores bancos da Rússia foram removidos do Swift, o sistema internacional de pagamentos. O bloqueio foi anunciado pelos governos da Alemanhã, EUA, França, Itália e Reino Unido.


Ucrânia aceita doações em criptomoedas

A notícia foi divulgada neste sábado (26), juntamente com os endereços de ambas as redes. O governo pediu que os apoiadores da causa ucraniana se unissem ao lado do país. Nesse sentido, surgiram as doações descentralizadas.

De acordo com os exploradores de blocos Blockchain.com e Etherscan , a medida surtiu o efeito esperado. O governo recebeu 28 BTC até agora, o que corresponde a R$ 5,4 milhões em valores atuais. Já as doações no Ethereum foram bem maiores, atingindo 1.532 ETH, ou cerca de R$ 25 milhões na cotação atual.

Doações enviadas via Ethereum. Fonte: Etherscan.

Doações enviadas via Ethereum. Fonte: Etherscan.

A princípio houveram suspeitas de que a conta do governo havia sido hackeada e, portanto, os endereços seriam golpes. No entanto, nomes como Vitalik Buterin, criador do Ethereum, e o criador da Tron Justin Sun confirmaram a autenticidade dos endereços.

Quem também confirmou as doações foi Mykailo Fedorov, vice-primeiro-ministro da Ucrânia, que tuitou os mesmos endereços em sua conta.

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Conforme noticiou o CriptoFácil, as criptomoedas têm se tornado uma alternativa de sobrevivência para os ucranianos em meio ao caos. Após o início das hostilidades, os bancos da Ucrânia limitaram saques e a compra de moeda estrangeira, o que deixou muitas pessoas sem acesso aos seu próprio dinheiro.

Dessa forma, os cidadãos viram no BTC uma forma de conseguir fugir do conflito levando o pouco de dinheiro que conseguiram. Aparentemente o governo da Ucrânia enxergou as mesmas vantagens e agora busca utilizá-las para adquirir recursos e se defender dos ataques da Rússia.

Potências cortam bancos russos do Swift

Enquanto o governo da Ucrânia busca novas fontes de recursos, a Rússia perde acesso a uma das fontes mais importantes. Os maiores bancos do país foram desligados do sistema internacional de pagamentos, o Swift.

A notícia foi divulgada pela Comissão Europeia ainda neste sábado e representa a “opção nuclear”, pois é a mais pesada entre as sanções ao sistema financeiro russo. O desligamento

"Vamos paralisar os ativos do Banco Central da Rússia. Isso vai congelar as transações e vai tornar impossível para o Banco Central para liquidar ativos. E, finalmente, vamos proibir os oligarcas russos de utilizarem seus recursos financeiros em seus mercados”, disse Ursula von der Leyen, chefe da Comissão Europeia.

Não se trata de uma exclusão total, mas sim da exclusão de alguns bancos russos. Mas as sanções também afetam o banco central do país, que ficará impedido de utilizar suas reservas internacionais. Com isso, a Rússia não terá como se esquivar do impacto das sanções.

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