Justiça decidiu pela legalidade da demissão da operadora de caixa
Lorena Amaro
Justiça decidiu pela legalidade da demissão da operadora de caixa

Uma operadora de caixa, de 20 anos, foi demitida por justa causa após elogiar o ditador nazista Adolf Hitler "por matar pretos" em uma farmácia de São Bernardo do Campo (SP). As ofensas foram proferidas a uma faxineira, de 61 anos, que trabalha no local.

Segundo testemunhas, a mulher disse à vítima que ela tinha sorte "porque se fosse presidente, mandaria matar todos acima de 50 anos". Em seguida, a suspeita afirmou que Hitler era uma pessoa inteligente "pois tudo que era preto ele mandava matar".

A idosa chegou a questionar as falas preconceituosas da colega, mas foi rebatida pela mulher, que disse não ter preconceito, mas só queria a "morte de pretos e velhos logo".

Uma semana após o episódio, a farmácia demitiu a funcionária por justa causa. Ela chegou a recorrer à Justiça Trabalhista, que confirmou a condenação.

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"O empregado é livre para expressar seu pensamento, porém é certo que tal direito não é absoluto e não pode albergar manifestações de cunho imoral e que resvalam em ilícito penal", afirmou Orlando Losi Coutinho Mendes, juiz do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2).

"Comprovada a autoria e materialidade das condutas imputadas à trabalhadora, abalando a fidúcia necessária à existência do contrato de trabalho, sendo esses motivos determinantes e atuais para a ruptura do contrato, tem-se por lícita a dispensa por justa causa", ressaltou.

Com isso, a mulher não receberá os direitos trabalhistas como seguro-desemprego e nem poderá sacar o FGTS. A decisão ainda cabe recurso junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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