Fausto Ribeiro
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Fausto Ribeiro

A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado pode votar um requerimento de convite para ouvir o presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro. O autor do pedido, senador Renan Calheiros (MDB-AL), quer ouvi-lo sobre denúncias veiculadas pela imprensa de que a instituição estaria restringindo o acesso a crédito a estados governados por partidos de oposição .

Segundo reportagem publicada em janeiro pelo jornal Folha de S.Paulo, estados administrados por aliados de Jair Bolsonaro concentraram dois terços dos R$ 5,3 bilhões liberados pelo banco em 2021. “Estados governados por partidos não alinhados, como é o caso de Alagoas e Bahia, enfrentam grandes dificuldades para aprovar operações de empréstimo. O Banco do Brasil não pode jamais direcionar seus recursos creditícios a partir de critérios de discriminação político-partidária”, ressalta Renan Calheiros.

Sabatina do BC

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) sabatina na terça-feira (15) dois economistas indicados para compor a diretoria do Banco Central. Depois da arguição e da votação na CAE, os nomes de Renato Dias de Brito Gomes e Diogo Abry Guillen precisam ser aprovados pelo Plenário do Senado. As duas mensagens foram enviadas pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, em dezembro do ano passado.

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Renato Dias de Brito Gomes tem 41 anos e é formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Ele cursou mestrado na mesma instituição e concluiu doutorado na Northwestern University, nos Estados Unidos.

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As principais áreas de pesquisa do indicado são economia do setor público e economia industrial, com ênfase em regulação dos meios de pagamento, antitruste e defesa da concorrência. A indicação (MSF 86/2021) é relatada na CAE pelo senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Diogo Abry Guillen tem 39 anos e também é formado em Economia pela PUC-RJ, onde concluiu mestrado. Tem doutorado pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, e atualmente é economista-chefe da Itaú Asset Management. Antes, atuou como economista-sênior da Gávea Investimentos.

A indicação (MSF 87/2021) é relatada na CAE pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). Ele destaca que o sogro de Diogo Abry Guillen, Fabio Colletti Barbosa, foi diretor-presidente do Banco Santander e é membro independente do conselho do Banco Itaú Unibanco. Mas pondera que “não há impedimento expresso” no Regimento Interno do Senado para o exercício do cargo por relação de parentesco a pessoas vinculadas à atividade profissional. “Há a necessidade de que o vínculo seja declarado, a fim de que o Senado avalie politicamente a indicação”, afirma Amin.


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