Paulo Guedes, ministro da Economia
Washington Costa/ASCOM ME
Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta terça-feira (1º) que é mais fácil erradicar a pobreza no país que reduzir o preço da gasolina por meio de subsídios. Segundo ele, o país não deveria olhar para uma proposta que agride o meio ambiente enquanto está em tratativas para entrar na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). 

"Estamos em transição para economia verde, para OCDE, para uma economia digital. Será que deveríamos estar subsidiando gasolina?", questionou ele durante evento do banco Credit Suisse.

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos combustíveis, que visava a criação de um fundo de amortização para o preço da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, também foi criticada pelo ministro.  

"Uma primeira versão [desse possível fundo] falava em R$ 120 bilhões, três vezes o que era o Bolsa Família. É mais fácil erradicar pobreza do que subsidiar gasolina".

Guedes também voltou a falar em privatização da Petrobras, o que, segundo ele, aumentaria a produção de petróleo no país.

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"Nós não estamos permitindo a realização do nosso potencial de crescimento, somos pobres por opção", declarou. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira (31) que a proposta elaborada pelo governo para tentar frear os preços dos combustíveis deve afetar apenas o diesel . Gasolina e etanol, portanto, ficariam de fora, e o governo ainda avalia uma medida para o gás de cozinha. A declaração aconteceu após uma reunião com Guedes.

O preço máximo da gasolina vendida pelos postos no Brasil rompeu pela primeira vez a barreira dos R$ 8 na semana passada ,  de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Segundo a agência,  o valor máximo encontrado nesta semana foi de R$ 8,029 no Rio de Janeiro - na semana anterior o teto era de R$ 7,99.  Em Minas Gerais,  o maior preço chegou a R$ 7,698.

O último reajuste da Petrobras ocorreu no dia 12 de janeiro, quando  o preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passou de R$ 3,09 para R$ 3,24 por litro, uma alta de 4,85%. Assim, desde janeiro de 2021, o preço  da gasolina acumula alta de 77,04%.

Para o diesel, o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras teve alta de R$ 3,34 para R$ 3,61 por litro. Assim,  desde janeiro do ano passado, o diesel já subiu 78,71% nas refinarias.

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