Ricardo Barros é líder de governo na Câmara dos Deputados
Reprodução: iG Minas Gerais
Ricardo Barros é líder de governo na Câmara dos Deputados

Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) afirmou nesta quinta-feira que o ministro Paulo Guedes permanece “firme e forte” na condução do Ministério da Economia. A postagem ocorre após a pasta sofrer nova debandada com o pedido de demissão dos secretários especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, e do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt.

No Twitter, Ricardo Barros elogiou o trabalho da equipe econômica e minimizou as demissões alegando que serão substituídos por técnicos "igualmente qualificados". “Equipe econômica que vem bem conduzindo esta crise provocada pela pandemia terá substituições por técnicos igualmente qualificados que continuarão prestando bons serviços. Guedes firme e forte como sempre na condução da economia”, escreveu o líder do governo.

Além dos secretários, os adjuntos de Funchal e de Bittencourt também pediram demissão. São, portanto, quatro saídas de responsáveis ligados à área orçamentária de uma só vez. É uma nova "debandada" na equipe de Guedes, como o próprio ministro já classificou a saída de integrantes da sua equipe. Funchal e Bittencourt estão entre os principais auxiliares de Paulo Guedes.

A Economia disse que a decisão da saída dos secretários é pessoal. De acordo com fontes do ministério, a decisão foi tomada porque o governo fechou acordo com o Congresso para mudar o teto de gastos para pagar um Auxílio Brasil (novo Bolsa Família) de R$ 400. Os secretários que pediram demissão são contra as mudanças.

A equipe econômica saiu derrotada da queda de braço com a ala política do governo na mudança do teto de gastos para abrir espaço de R$ 83 bilhões no Orçamento de 2022. "Funchal e Bittencourt agradecem ao ministro pela oportunidade de terem contribuído para avanços institucionais importantes e para o processo de consolidação fiscal do país", afirma a nota.

A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração de seus cargos, alegando razões pessoais. As razões são as mesmas: o drible ao teto de gastos.

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