Paulo Guedes, ministro da Economia
Edu Andrade/ Ascom ME
Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a ala política do governo vai "esticar" o formato do Auxílio Brasil, o programa transitório que vai substituir o Bolsa Família até dezembro de 2022. Segundo ele, a intenção de elevar o benefício para R$ 400 visa proteger as famílias mais pobres da inflação, que acumula 10,25% em 12 meses.

"O formato do auxílio está a cargo da política, que está decidindo até onde estica. Outra possibilidade é pedir um crédito extraordinário de trinta e poucos bilhões de reais",  disse Guedes nesta quarta ao participar da 48ª edição do evento 'Melhores e Maiores' da Revista Exame.

"O presidente Jair Bolsonaro pediu uma camada adicional de proteção com ninguém recebendo menos de R$ 400. A forma de fazer auxílio é a política que decide. A Economia já sugeriu precatórios e IR. Cabe ao relator Hugo Motta viabilizar e atender o pedido de R$ 400", completou. 

Guedes também afirmou que a equipe econômica segue trabalhando para surpreender as projeções feitas para a economia e que busca maneiras de pagar o novo benefício dentro do teto de gastos.

Leia Também

"A posição da Economia foi enviada e aprovada na Câmara e nós enviamos também para o Senado. Nossa fórmula era uma fórmula simples. A PEC dos precatórios abre o espaço fiscal para nós reforçarmos os programas sociais e o IR gerava a fonte de recursos para o Bolsa Família de R$ 300 robusto, com um aumento de mais de 50%, dentro do teto, obedecendo a Lei de Responsabilidade Fiscal", disse.

O ministro, no entanto, fez a ressalva de que a reforma do Imposto de Renda está sofrendo pressões no Senado. Segundo ele, teve muito lobby em Brasília contra o projeto de taxação de dividendos, o que para ele não é "muito inteligente".

"Eu não achei inteligente porque quando você faz uma reforma e é uma reforma moderada cobrando só 15%, você não terá outra reforma por pelo menos 10 anos", disse o ministro emendando que se não é feita uma reforma moderada, o governo seguinte terá de ser mais duro e falar em tabela progressiva e imposto sobre grande fortunas. "Poderá falar em algo mais contundente", disse.

    Veja Também

    Mais Recentes

      Comentários