Autoridade monetária fez ressalvas quanto à incertezas da retomada econômica
Reprodução: iG Minas Gerais
Autoridade monetária fez ressalvas quanto à incertezas da retomada econômica

 Os bancos tiveram um lucro líquido de R$ 62 bilhões no primeiro semestre de 2021. O número representa um avanço de 53% ao que foi registrado no mesmo período de 2020 e de 3% em relação a 2019. Os dados estão no Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira.

A avaliação do BC é de que o sistema está retomando os níveis pré-pandemia, mas as incertezas em relação ao crescimento da economia

“Os resultados tendem a seguir melhorando com o avanço da vacinação e com a recuperação da atividade econômica, mas as incertezas do atual momento econômico seguem acima do usual. Uma recuperação mais lenta da atividade pode prejudicar o cenário para a rentabilidade do sistema à frente”, descreve o documento.

Esses números apontaram a recuperação do sistema financeiro após o choque da pandemia, que implicou em queda significativa em 2020. Agora, houve uma redução das despesas com provisões, que devem estabilizar:

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"A rentabilidade está próxima ao nível pré-pandemia graças, principalmente,à redução das despesas com provisões. No ano passado se estimava que poderíamos estar diante de uma crise da mesma magnitude que nós enfrentamos em 2015 e 2016. Os níveis de provisão pelo sistema financeiro equivalem ao que foi feito naquele período, logicamente agora com uma redução muito mais rápida em função da própria recuperação da atividade econômica", explicou Paulo Souza, diretor de Fiscalização do BC.

O relatório ainda aponta que a margem de crédito pode se beneficiar de um mix mais rentável no futuro, mas será pressionada pela taxa Selic mais elevada no curto prazo.

“As receitas com serviços seguem se recuperando, e os custos estão sob controle. A redução das alíquotas de tributos sobre o lucro, caso aprovada no âmbito da reforma tributária, terá impacto negativo e não recorrente no curto prazo, mas será benéfica no longo prazo”, aponta.

As menções à reforma tributária dizem respeito à proposta que altera as regras do Imposto de Renda, já aprovada na Câmara dos Deputados e em avaliação no Senado.

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