Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, disse que setembro deve ser o pior mês da inflação
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, disse que setembro deve ser o pior mês da inflação

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta segunda-feira (04) que o pico da inflação deve ter sido em setembro e nos últimos meses os preços devem arrefecer.

Em transmissão ao vivo do jornal Valor Econômico, Campos Neto explicou que vários fatores, como a crise hídrica e commodities, afetam a inflação.

"A gente acha que setembro é o nível mais alto em 12 meses, depois volta a acomodar. Dependemos de vários fatores que foram mencionados, como melhora na parte hídrica, tem parte de alimentos que começa a melhorar", pontuou.

No relatório de inflação divulgado pelo BC na semana passada, a previsão já era de um pico de 10,2% em setembro e depois uma queda nos preços até acabar o ano em 8,5%.

O IPCA-15, uma prévia da inflação para o mês, já apontou para alta de 10,05% nos acumulado dos últimos doze meses. O IBGE divulga a inflação oficial de setembro na sexta-feira.

Já para o próximo ano, a projeção do BC é de 3,7%, acima da meta de 3,5%. No entanto, Campos Neto afirmou que o andamento da política monetária, com a taxa básica de juros, Selic, em 6,25% e em trajetória de alta, devem levar a inflação para a meta.

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"Dentro do balanço de riscos existem vários fatores para observar, nós entendemos hoje que com o nosso ritmo de atuação nós levamos a inflação para a meta, achamos que o pior é setembro e vamos observar muito o repasse para serviços", disse.

O relatório Focus desta semana, que reúne as projeções do mercado, mostrou a 26ª alta seguida nas expectativas de inflação para este ano. A atual expectativa é de 8,51% ao final deste ano e de 4,12% em 2022.

Offshores

Sobre a série de reportagens Pandora Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que apontou que Campos Neto teria offshores, o presidente do BC disse que está tudo declarado e que não fez nenhuma remessa para a empresa desde que chegou ao governo. 

"Está tudo declarado, inclusive tinha acesso público pelo site do Senado. Eu não fiz nenhuma remessa para a empresa em nenhum momento desde que cheguei ao governo e não fiz nenhum investimento financeiro em nenhuma empresa", disse.

A reportagem mostrou que Campos Neto havia declarado as empresas no exterior na sabatina do Senado e que ele fechou a companhia no ano passado.

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