Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, disse que Brasil reajusta combustíveis mais rápido que outros países
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, disse que Brasil reajusta combustíveis mais rápido que outros países

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (14) que a Petrobras repassa a volatilidade do câmbio para os combustíveis de forma mais rápida do em outros países. Campos Neto ressaltou a necessidade de segurar os reajustes devido à forte influência dos aumentos na inflação do país. 

"No Brasil o mecanismo é um pouco mais rápido [de repasse], lembrando que a Petrobras passa preços muito mais rápido do que grande parte dos outros países, a gente tem olhado isso também", disse em um evento realizado pelo BTG Pactual.

O presidente do BC fez a avaliação após a publicação do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL). Lira afirmou que há um forte peso nos preços dos combustíveis e questionou a participação da Petrobras nos reajustes.  

“Tudo caro: gasolina, diesel, gás de cozinha. O que a Petrobras tem a ver com isso? Amanhã, a partir das 9h, o plenário vira Comissão Geral para questionar o peso dos preços da empresa no bolso de todos nós”, escreveu no Twitter.

“A Petrobras deve ser lembrada: os brasileiros são seus acionistas”, completou.

Joaquim Silva e Luna culpa ICMS

O presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, endossou nesta terça-feira o discurso do presidente Jair Bolsonaro ao apontar responsabilidade dos tributos estaduais no avanço do preço dos combustíveis. O imposto estadual compõe parte importante do preço dos combustíveis, mas não houve elevação de alíquota recentemente. Os reajustes feitos foram praticados pela própria Petrobras.

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"A segunda parte, que é do preço, corresponde a uma série de tributos e outros termos da equação", afirmou o general à comissão geral da Câmara dos Deputados

A distribuição e revenda, o custo da mistura do etanol anidro, imposto estaduais, o ICMS, impostos federais, como a CIDE, PIS, COFINS etc.

"Esses impostos aqui eles estão na cadeia e o que o que afeta, porque ele acaba impactando todos os outros, é exatamente o ICMS", afirmou aos deputados.

Silva e Luna disse que é isso que provoca elevação, quando há flutuação nos preços praticados pela estatal:

"É um efeito que acontece em cascata e gera alguma volatilidade no preço de combustível."

Da mesma forma, ele atribuiu aos impostos estaduais parte da responsabilidade pela elevação do preço do gás de cozinha.

"Lembro que não incide sobre o botijão de gás impostos federais, esses impostos estão zerados. O que incide são impostos estaduais e a tributação na revenda."

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