Empresários veem a agenda de reformas mais distante com a escalada da crise política.
Fepesil/TheNews2/Agência O Globo
Empresários veem a agenda de reformas mais distante com a escalada da crise política.

Os ataques antidemocráticos feitos pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (7) deixaram o empresariado ainda mais apreensivo, especialmente pela possibilidade de violência nas manifestações, informa a Folha de São Paulo. 

Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (associação de bares e restaurantes) disse ao jornal que terminou o dia aliviado, apesar de terem havido focos de violência. 

“Eu acho que o empresariado sai menos tenso desse momento e que podemos ter uma semana positiva. Espero que a gente continue lidando com as questões políticas dentro da Constituição”, diz ele.

Além disso, empresários veem a agenda de reformas mais distante com a escalada da crise política. 

João Diniz, presidente da Cebrasse (Central Brasileira do Setor de Serviços) e  José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) disseram que a gestão de Bolsonaro poderia ser mais responsável e que ele deveria adequar as falar ao momento econômico do país. 

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“Eu acho que Bolsonaro poderia ter discutido isso mais profundamente, porque ele estava com esse capital [apoio popular] na mão”, afirma Martins.

Em entrevista ao GLOBO, Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs, disse que as falas afastam ainda mais o investimento internacional no país .


"Sem fazer juízo valor sobre as manifestações em si, essa fricção do Executivo com diferentes instituições gera ruídos que tornam mais difíceis as decisões de investimento e de gasto. É difícil conviver com essa tensão permanente do governo com todos os outros poderes. Quem investe fica mais apreensivo. Esse é o canal de contágio macroeconômico desses ruídos", disse.




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