Pelo menos 1.033 pessoas foram dadas como mortas e perderam auxílio emergencial
Sophia Bernardes
Pelo menos 1.033 pessoas foram dadas como mortas e perderam auxílio emergencial

O EXTRA vem relatando casos de pessoas que tiveram o auxílio emergencial negado por estarem, segundo a Dataprev, mortas. E mesmo provando estarem vivas, a Justiça foi o caminho para que a renda básica fosse liberada. Esse foi o caso de Patrícia Raposo, de 48 anos, mãe de um menino de 10 anos, moradora de Cascadura, na Zona Norte do Rio. Ela foi um dos 1.033 casos reavaliados pela Cidadania após envio de planilha pela campanha Renda Básica.

Patrícia chegou a receber três parcelas do auxílio emergencial de 2020, mas foi dada como morta e não teve como sacar as demais. Outros casos como o de Patrícia foram revelados pelo EXTRA em 5 de maio.

"O Ministério da Cidadania e a Dataprev chegaram a contestar meu pedido afirmando terem meu registro de óbito, mas provei que estou viva", disse Patrícia, que antes da pandemia trabalhava em uma escola em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, mas foi dispensada.

No caso dela, os pagamentos relativos aos atrasados de 2020 foram feitos em dezembro de 2020, último mês do auxílio. E o benefício atual (2021) só foi pago após ação judicial.

"Com o dinheiro dos atrasados abri uma barraca de açaí para tentar garantir uma renda mínima e poder alimentar meu filho", diz a mãe solo.

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