PIB cai 0,1% no 2º trimestre de 2021
Sophia Bernardes
PIB cai 0,1% no 2º trimestre de 2021

Com a  retração de 0,1% da economia brasileira no segundo trimestre deste ano, o país decepciona na comparação internacional com outras nações. O Brasil ocupa a 38ª posição num levantamento feito pela agência de classificação de risco Austin Rating, que considerou quase 50 países que já apresentaram os resultados do período.

No primeiro trimestre deste ano, o país cresceu 1,2% e ficou na 19ª posição do ranking. Já no quarto trimestre de 2020, o país havia apresentado o 12º maior crescimento entre as nações analisadas. Entenda os motivos .

"Claro que foi um resultado decepcionante. Para um país que é forte no agronegócio e abastece o mundo, num momento em que o preços das commodities estão em alta, ter uma retração da agricultura é negativo. Um ponto a destacar são os serviços, que apresentaram melhora, o que reforça a importância da vacinação", diz Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.

Agostini lembra que o consumo das famílias também foi afetado por conta do desemprego elevado e falta de confiança na recuperação trazida pela variante Delta. Os empresários freiam investimentos por conta do ambiente político conturbado e 2022 será ano de eleição, o que também afeta as expectativas. Para ele, esse cenário cria um ambiente desafiador para o crescimento do país em 2022.

O economista observa que no ranking vários países foram agregados numa mesma posição do ranking por terem apresentado crescimento semelhante. Alemanha e Estados Unidos, que cresceram 1,6%, ocuparam o mesmo 16º lugar. A França cresceu 0,9%, mesmo nível da Suécia e da Turquia ocupando a 23ª posição.

"Eu agreguei alguns países com mesmo crescimento. Considerando o ranking agregado, e não o corrido, o Brasil ocupa a 28ª posição", observa Agostini.

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No primeiro trimestre deste ano, o país cresceu 1,2% e ficou na 19ª posição do ranking. Já no quarto trimestre de 2020, o país havia apresentado o 12º maior crescimento entre as nações analisadas.

Na América Latina, o México apresentou crescimento mais forte que o Brasil, com elevação de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB), ocupando a 17ª colocação no ranking. O Chile e o Peru também ocuparam posição mais alta no ranking, ficando em 22º e 23º lugares, com alta de 1,0% e 0,9%, respectivamente em suas economias.

Entre os países considerados emergentes, a Indonésua cresceu 3,3% no período (7ª posição no ranking), a economia chinesa cresceu 1,3% (19ª posição no levantamento), a Coreia do Sul teve crescimento de 0,7% (24º lugar) e a Tailândia avançou 0,4% (25º lugar).

No topo do ranking apareceu a economia portuguesa, que cresceu 4,9% no período, seguida pelo Reino Unido (crescimento de 4,8%) e em terceiro apareceu a Letônia (crescimento de 4,4%).

O dez mais no ranking do PIB

(Segundo trimestre de 2021/crescimento em %)

  • 1) Portugal 4,9
  • 2) Reino Unido 4,8
  • 3) Letônia 4,4
  • 4) Aústria 4,3
  • 5) Islândia 4,2
  • 6) Israel 3,6
  • 7) Indonésia 3,3
  • 8) Holanda 3,1
  • 9) Espanha 2,8
  • 10) Hungria, Itália 2,7
  • 38) BRASIL -0,1

Fonte Austin Rating


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