Banco do Brasil e Caixa lideraram reunião com bancos filiados à Febraban
Felipe Ventura
Banco do Brasil e Caixa lideraram reunião com bancos filiados à Febraban

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil se reuniram na última segunda-feira (30) com Itaú, BTG Pactual, Bradesco e Safra para discutirem o manifesto que pede harmonia entre os Poderes da República apoiado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Principais instituições filiadas a entidade, os bancos devem pressionar a Febraban a não assinar o documento. 

Na última semana, Caixa e BB ameaçaram a deixar a entidade caso o manifesto fosse divulgado. A saída foi apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Na época, as estatais informaram que o texto foi elaborado em tom 'fortemente crítico' ao governo federal. A Febraban, no entanto, nega e diz que o documento apenas traz um pedido de harmonia entre o Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF). 

No encontro, a maioria dos bancos concordou que houve falta de comunicação entre a entidade e filiados, o que ajudou a aumentar a polêmica sobre o manifesto. As instituições devem se reunir entre até o fim da próxima semana para decidirem se apoiam ou não a assinatura da Febraban no documento. 

O manifesto, segundo a Febraban, foi elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que tem Paulo Skaf (apoiador de Bolsonaro) como presidente. O documento seria publicado na terça-feira (31), mas a pressão sobre Skaf liderada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), provocou o adiamento da divulgação do texto para a próxima semana. 

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