O presidente Banco Central (BC), Roberto Campos Neto
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O presidente Banco Central (BC), Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, elogiou nesta terça-feira o discurso que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) fez em defesa da responsabilidade fiscal.

"Hoje, por exemplo, o presidente da Câmara fez um discurso muito duro do compromisso da Câmara com a disciplina fiscal e a gente viu o efeito que teve nos mercados hoje. Então mostra de fato uma sensibilidade a esse tema", disse Campos Neto.

As falas de Lira, que defendeu a responsabilidade fiscal e disse que ela anda junto com a democracia, ajudaram no otimismo dos investidores na alta da Bolsa. No pregão desta terça-feira, o patamar retomou os 120 mil pontos.

O presidente do BC citou Lira para explicar que o mercado é mais sensível ao tema fiscal e por isso as pautas recentes do governo, como a PEC dos Precatórios e a reforma do Imposto de Renda têm causado “ruídos”.

"A leitura é que tivemos alguns programas, começando com tributária, depois o tema dos precatórios e o tema do fundo, que de certa forma houve uma percepção do mercado que esses três projetos estavam sendo viabilizados com o intuito de propiciar a possibilidade de ter um Bolsa Família mais alto, mais rápido."

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Completou:

"O mercado associou programas que são projetos de governo a uma vontade de ter um bolsa família mais alto, mais forte ou mais rápido, e isso gerou esse ruído."

Campos Neto disse que é isso que o mercado tem comunicado e o que ele tem tentado fazer é mostrar que o pano de fundo fiscal é “melhor”. Ele citou que a dívida pública, que vem caindo nos últimos meses, é "inegavelmente melhor” do que se esperava antes da pandemia.

"De fato, o pano de fundo é melhor, quando a gente olha o (resultado) primário, a gente está falando de 2022 com um número muito próximo do que a gente imaginava antes da pandemia", disse.

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