Celso Sabino e Paulo Guedes
Washington Costa - ASCOM/ME
Celso Sabino e Paulo Guedes

O ministro da Economia Paulo Guedes está insatisfeito com a atual proposta de reforma tributária, tanto com a morosidade imposta pela Câmara dos Deputados, quanto com a dificuldade de costurar um acordo que leve a um consenso. Para ajudar, ele busca aumentar o diálogo com a oposição, informa a Folha de Sâo Paulo. 

Após dois adiamentos consecutivos, a previsão é que o texto seja analisado pelo plenário só daqui a 15 dias. A ideia veio do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, já que o ministro demostrou preocupação com os rumos que a reforma estava tomando. 

A equipe econômica estaria "desgostosa" do "excesso de penduricalhos e emendas" impostas para aprovação do texto do relator Celso Sabino. 

A reforma atual desagrada estados, municípios empresários e setor produtivo, que vieram a público pedir maior debate em torno da medida. Ontem, O secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, foi mais um a se distanciar da proposta. 

“Ocorre que esse projeto de lei, e aí por uma posição exclusiva do Parlamento e que absolutamente não teve nossa concordância, ficou parado sem nenhuma tramitação”, afirmou.

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Tostes ainda disse que interesses políticos podem acabar se sobrepondo. “Sabemos que nem sempre o melhor do ponto de vista técnico é o melhor do ponto de vista político, e isso certamente está sendo considerado nas discussões feitas em torno do projeto de lei”, completou.

A oposição também cria dificuldades para apreciação do tem.

“Queremos uma reforma tributária que faça justiça fiscal no Brasil, que alivie o peso que as classes populares e a classe média carregam e cobre mais dos super-ricos", disse Alessandro Molon, líder da oposição na Câmara.

"Queremos reduzir as desigualdades e incentivar o desenvolvimento econômico e a geração de emprego e renda. Se conseguirmos garantir isso no texto-base, vamos apoiar. Não somos a oposição do quanto pior, melhor. Queremos contribuir para o país sair da crise e voltar a crescer.”​

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