João Doria (PSDB) e Jair Bolsonaro (sem partido) voltaram a trocar fartas públicas
Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
João Doria (PSDB) e Jair Bolsonaro (sem partido) voltaram a trocar fartas públicas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a trocar farpas com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), nesta segunda-feira (09). Em conversa com apoiadores, Bolsonaro mandou uma indireta à Doria em que pede ao governador reduzir o ICMS do botijão de gás ao invés de criar o vale-gás. 

"Vejo Governador falando aí, um do estado do Sudeste, que 'vou lançar o vale-gás'. Não o vale-gás, não dá gás para o pobre, não, tira o ICMS do gás. É demagogia, dá com uma mão e tira com outra", disse Bolsonaro. 

O vale-gás faz parte de programa assistencial do Palácio dos Bandeirantes para pessoas carentes. A iniciativa prevê o pagamento de R$ 300 para beneficiários do Bolsa do Povo. 

Doria foi às redes sociais rebater a fala do presidente. O governador acusou o governo federal de deixar o valor do gás de cozinha como o mais caro da história e disse que Bolsonaro tenta responsabilizar os outros por seus erros. 

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"O gás de cozinha vendido pela Petrobras é o mais caro da história. E disparou frente ao salário mínimo. Mas, como sempre, Bolsonaro tenta culpar os outros por sua incompetência. Convido o Presidente para um curso de gestão em SP. Aqui a calça é apertada, mas o caráter é largo!", rebateu o governador. 

O ataque de Bolsonaro, no entanto, contradiz  as tentativas do presidente de lançar um vale-gás no novo Bolsa Família, que deverá mudar seu nome para Auxílio Brasil. Bolsonaro afirmou que a Petrobras estava estudando, mas a estatal rebateu as declarações. Entretanto, a empresa recuou e disse que discute com os ministérios da Cidadania, Economia e Minas e Energia para viabilizar o vale-gás. 

Aos apoiadores, Bolsonaro ressaltou reduzir impostos federais sobre o GLP de 13 kg e o diesel, uma das demandas dos caminhoneiros. O presidente disse que pretende cobrar o Congresso Nacional para votar a redução do Pis/Cofins e fazer valer a cobrança de ICMS global. 

"Tô tentando há seis meses junto ao parlamento fazer cumprir um dispositivo constitucional. É uma emenda de 2001, que diz que o ICMS tem que ser um valor nominal para todo Brasil e cada estado cobra o imposto da forma que ele entende que tem que ser cobrado", disse.

"Tô trabalhando para ver se ano que vem a gente diminui drasticamente, eleva para zero [sic], se for possível, o PIS e Cofins em cima do diesel", completou Bolsonaro.  

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