Arthur Lira afirma que não haverá calotes e nega Bolsa Família em R$ 400
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Arthur Lira afirma que não haverá calotes e nega Bolsa Família em R$ 400

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou nesta terça-feira (03) que "não há possibilidade de calote" no texto da PEC dos Precatórios, dívidas judiciais perdidas pela União. O governo federal tenta convencer congressistas a aprovar o parcelamento dos precatórios para liberar verba para o novo Bolsa Família. 

Em coletiva à imprensa, Lira ressaltou que conversou com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, e a secretária de governo, Flávia Arruda, sobre o projeto e as dívidas judiciais do governo federal. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também participou do encontro. 

Tivemos ontem uma reunião na casa do presidente [do Senado] Rodrigo Pacheco, com a presença de Ciro Nogueira, Flávia Arruda, Paulo Guedes. Não há nenhuma possibilidade de calote, como também é impossível se pagar R$ 90 bilhões sem que haja algum tipo de atingimento do teto. Não queremos atingir o teto e o Brasil não pode dar calote", disse Lira. 

O presidente da Câmara ressaltou as agendas preferenciais do Legislativo neste segundo semestre, como a aprovação das reformas administrativas e tributárias, e a privatização dos Correios. Lira disse a líderes partidários que a reforma do Imposto de Renda será votada nesta sexta-feira (06) e a venda dos Correios até o fim deste mês. 

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Novo Bolsa Família 

Arthur Lira negou que a conversa com Ciro Nogueira e Flávia Arruda tenha ligação com o reajuste do Bolsa Família. O presidente da Câmara também negou saber da possibilidade de dobrar o valor do benefício. 

"Não houve essa conversa de 400 reais, não há essa conversa de Bolsa Família dentro de PEC, não há essa conversa de furar teto de gastos, e o Bolsa novo, novo programa social, que é justo para os mais pobres", afirmou. 

Nesta terça-feira (03), o presidente Jair Bolsonaro confirmou a intenção de reajustar o benefício para R$ 400, o dobro dos atuais R$ 190 pago, em média, atualmente. O aumento do Bolsa Família é uma tentativa do Palácio do Planalto em aumentar a popularidade de Bolsonaro às vésperas das eleições de 2022. 

No entanto, a equipe econômica tenta reverter a situação e manter o reajuste em R$ 290. Segundo estudos do Ministério da Economia, caso o benefício seja reajustado em 100% há possibilidade de ultrapassar os limites do teto de gastos e prejudicar os cofres da União em 2022.

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